Ocorreu uma mudança que transcende a perda de peso e a melhora da saúde

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Minha história na lowcarb/paleo começa em fevereiro/2017. Havia perdido meu estimado sogro de maneira triste para o diabetes e outras complicações em outubro/2016; isso após ele perder parte da perna e ficar preso à hemodiálise. No mesmo caminho, meu pai havia perdido parte do pé em janeiro/2017 e também estava debilitado fazia tempo, praticamente sem visão. Meu irmão se debatia com dietas convencionais e já havia enfrentado o efeito sanfona várias vezes – como diversos outros amigos meus. 
A passagem de 2016 para 2017 foi o ponto de virada. Ou eu repensava a saúde e estilo de vida; ou iria me encaminhar para uma velhice de doenças e dificuldades. Num final de semana na praia vi uns vídeos no Youtube do Flávio Passos em que ele ressaltava a importância das gorduras naturais, de comer até a saciedade sem contar calorias, de se alimentar quando tiver vontade e não de 3 em 3 horas. Era o oposto do saber convencional em nutrição… 
Mandei esses vídeos para um grande amigo e colega, o professor Cristian Salaini. Além de um atleta com dedicação ao esporte e à saúde, ele era um estudioso do tema. Quando me disse que aquelas informações estavam de acordo com estudos atuais, resolvi pedir mais materiais de estudo. Ele me recomendou ler o Dr. José Souto e Mark Sisson, entre outros. 
Quando entrei no blog “Ciência Low Carb Paleo” do Dr. Souto não parei mais de ler. Li quase todas as suas postagens e livros indicados, procurei assistir o maior número de documentários e entrevistas. Descobri novos sites importantes, como Paleodiário e Primal Brasil. Ou seja, os estudos antecederam e acompanharam todo o processo. E sigo um grande interessado no assunto, realizando leituras semanais. 
Em março/2017 comecei com 101kg e exames ainda dentro dos limites, mas em seu extrato superior. Em 6 meses refiz os exames de sangue: Hemoglobina glicada, TGO, TGP, Ácido Úrico e Triglicerídeos haviam despencado. Colesterol total mantinha-se estável com melhora do HDL. E meu peso caiu nesses primeiros 6 meses de 101 para 91kg. Fiquei mais seis meses estabilizado ou com pequenas reduções. Rompi o platô no início de 2018 e já estou com 83kg, quase meu peso de adolescente magro (80 kg).
Realmente ocorreu uma mudança que transcende a perda de peso e a melhora da saúde. Minha energia aumentou e perdi a quase obsessão em dormir após o almoço. Faço 2 refeições por dia – sempre pulando o café e com jejum intermitente de 16h. Eventualmente, conforme a rotina de trabalho, realizo jejum de 24h com a maior tranquilidade. Tenho maior saciedade e menor compulsão em comer – inclusive daquelas coisas pelas quais era apaixonado e achava que jamais conseguiria abrir mão, como massas. Até meu supermercado se tornou mais fácil e barato: faço praticamente feira e açougue. Não tenho usado nenhum remédio nem ficado doente – sequer o Sorine comumente usado por mim para os resfriados típicos no inverno gaúcho. De lambuja minha esposa perdeu 10kg (voltando ao seu peso normal pré-gravidez de gêmeos) e meu filho mais comilão voltou ao peso normal. Ressalte-se: é crucial que seja um projeto familiar, com apoio de todos! 
Além disso, deve-se chamar a atenção que a vida social não se alterou em nada. Primeiro porque posso usar meu “green card” de carboidratos em festas e aniversários esporádicos. Segundo, como amante da culinária, reapreendi a cozinhar a adaptar receitas, sem perda de sabor e ao mesmo tempo descobrindo novas preparações e ingredientes. Quando me perguntam da perda de peso, respondo, pintando em cores fortes mas sem mentir: minha dieta é costela gorda, bacon, torresmo, queijos curados, nata, manteiga e alguns legumes para enganar. Regado a vinho ou boa cachaça de alambique… Evidentemente, quando a pessoa se interessa, faço questão de ajudar e explicar em mais detalhes
Em suma, a abordagem lowcarb/paleo foi para mim uma revolução não apenas na forma de me alimentar. É um estilo de vida; mudou a compreensão sobre ciência, saúde, esporte, estética, etc. Deixei de naturalizar a obesidade, doenças, convívio com dores e uso regular de remédios; uma triste realidade com a qual as pessoas se acostumaram a conviver – para alegria da indústria de fármacos. Cabe finalizar com um registro: sem pessoas amigas e solícitas, como o Cristian, e os demais militantes da causa, de pesquisadores dispostos a enfrentar leituras hegemônicas em saúde a divulgadores na web, dificilmente conseguiríamos romper as abordagens tradicionais centrada em remediar doenças. 
Forte abraço e vida longa e saudável a todos. 
Diego
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