Quem é mesmo o nosso maior inimigo ?

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O nosso maior inimigo é aquele que vemos todo dia no espelho. Aprenda a tolerar seus erros, pois esse é um dos passos mais importantes no sentido de deixar de gostar do que te faz mal.
Ao longo de quase 4 anos de dieta paleo, eu vi inúmeras pessoas começarem a praticar e desistirem algum tempo depois, por algumas razões principais:
  1. Esmoreceram ao primeiro sinal de platô
  2. Esmoreceram devido à pressão social 
  3. Entraram em pânico por algum exame médico alterado – geralmente sem conhecer mais teoria sobre o assunto (sim, eles podem se alterar!)
  4. Tentaram ser tão “perfeitas” em suas dietas que acabaram explodindo e metendo o pé na jaca sem sinal de retorno
A respeito do último ponto, na minha experiência como coach eu classifico meus alunos em dois grandes grupos:
  • Os que não podem jacar sob pena de entrar em compulsão (eu me enquadro aí para sorvetes e chocolates. O meu limite para eles é zero, então eu como zero)
  • Os que podem (ou até mesmo precisam) comer um lixinho de vez em quando, senão entram em compulsão. Parece estranho, né ? Durante muito tempo eu achei que isso fosse apenas falta de força de vontade – mas em dado momento percebi que esse é exatamente o pensamento convencional disfarçado. Força de vontade não existe, no quesito dieta. Ou você está satisfeito e consegue segurar seu padrão alimentar, ou está insatisfeito e não consegue. Novamente, o ponto aqui é mudar aquilo que te deixa satisfeito 😉
Você se encaixa em algum deles ? 
O auto-conhecimento é a maior ferramenta em qualquer empreitada desse tipo, e a escolha informada é fundamental para o sucesso. Se eu escolho comer um pouco de lixo de vez em quando, consciente dos riscos e das minhas capacidades, o simples fato de ter a consciência já torna o risco menor. 
É como aquela criança aprendendo a nadar, que sabe que ainda não sabe, e que por isso se arrisca em águas rasas porque sabe que ali (e somente ali) está em segurança.
Já citei diversas vezes o Yamamoto Tsunetomo aqui no blog, mas não custa citar de novo:

Há algo a ser aprendido com uma tempestade. Quando confrontado com uma chuva repentina, você tenta não se molhar e corre pela rua. Ao fazer coisas tais como passar sob as marquises das casas, ainda assim você se molha. Quando você decide o que fazer desde o início, você não vai ser surpreendido – embora fique molhado da mesma maneira. Esse conhecimento se estende a todas as coisas.

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