Novas pesquisas sobre proteínas e microbiota intestinal

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Artigo traduzido por Hilton Sousa. 
por Brad Pilon

Uma revisão rápida do que sabemos sobre proteínas.

Identificar os “requisitos proteicos” significa encontrar uma quantidade de permita a manutenção da massa magra corporal mais quaisquer necessidades especiais para crescimento, reprodução e lactação em pessoas que comem uma dieta de manutenção e são moderadamente ativas.
Decidiu-se que essa quantidade seria de aproximadamente 0.4 gramas por quilograma de peso corporal. Então, só para garantir que esse era um número “seguro” que cobria as necessidades de 97.5% da população, a quantidade sugerida foi aumentada para 0.83g/kg de peso corporal.
Entretanto, a maioria de nós come mais que isso…
Na prática, a ingestão média de proteína de populações que consomem dietas mistas vai usualmente exceder a ingestão recomendada (especialmente para povos que comem carne).
E pessoas que estão envolvidas com fitness ou nutrição provavelmente comem ainda mais.
Suplementos proteicos são os auxílios ergogênicos mais largamente consumidos, e aminoácidos simples e BCAA estão definitivamente ganhando popularidade.
Resumo: nós comemo e suplementamos um bocado de proteínas.
A boa notícia é que há boa ciência em geral para suportar o papel da proteína no crescimento muscular e na perda de peso, e pouca evidência sugerindo que ingestões mais altas de proteínas são perigosas.
Apesar das sugestões recentes de que proteína está associada com câncer (via IGF-1), a evidência indica que há pouco efeito da ingestão proteica total sobre a incidência de câncer, mas que alimentos específicos como tais como carne vermelha ou processada poderiam aumentar o risco relativo a fontes de proteína vegetal. Entretanto, também já foi mostrado que dietas ricas em proteínas resultam em melhor sobrevivência entre mulheres com câncer de mama – então essa ligação é muito, muito fraca.
O que sabemos com certeza é que podemos e toleramos uma ampla gama de concentrações de proteínas na dieta, sem problemas aparentes.
Aumentos maciços na ingestão de proteínas não causam aumentos maciços na massa magra, e períodos curtos de baixa ingestão proteica não causam perdas maciças na massa magra corporal.
Agora aqui vai informação relativamente nova.
As suas bactérias intestinais são capazes de produzir e fornecer a você aminoácidos essenciais.
Bacana!
As suas bactérias reciclam nitrogênio do seu corpo e criam novos aminoácidos (mesmo aqueles ditos “essenciais”) e eles podem ser reabsorvidos pelo seu corpo e ser usados para criar novos tecidos. Ainda não temos certeza de quantos dos aminoácidos essenciais podem ser criados, mas é uma informação excitante.
Isso pode sugerir que a sua microbiota não apenas afeta a biodisponibilidade dos aminoácidos que você come, mas também que ela pode ser capaz de prover a você aminoácidos inteiramente diferentes.
Essa informação pode afetar a maneira como vemos dietas pobres em proteínas, dietas veganas, requisitos proteicos e até mesmo maneiras como podemos usar a microbiota para superar certas doenças relacionadas às proteínas.
Ainda há muito que não sabemos sobre nossas bactérias intestinais e a maneira como afetam nossa saúde, mas essa é uma nova peça do quebra-cabeças.
Apesar dessa informação nova e excitante, meu conselho a você permanece o mesmo…
Objetive 100g/dia se você quer ganhar músculos ou perder gordura, e se passar desse valor não se preocupe: parece não haver evidências de dano.

Referências

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3144392/

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