Projeto Pé no Chão

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Nasci com pés chatos – “planos e pronados”, segundo a linguagem dos doutores. A pronação faz com que eles “caiam para dentro”, colocando certa pressão nos joelhos – o que leva à dor.

Mas não foi sempre assim…
A minha filha herdou os pés chatos do pai 🙂
Quando eu era moleque, a minha mãe me levou a um ortopedista que cogitou cirurgia corretiva (um pequeno enxerto ósseo). Por sorte, mãinha não quis submeter o filhote ao sofrimento e foi ver outro doutor. Este sugeriu o uso de palmilhas – que no início dos anos 90, eram feitas de um material tão macio quanto pedra.
Sofri com esta tralha por alguns meses, e depois larguei mão (“larguei pé” :-). Isso deve ter sido lá pelos 14 anos. Depois disso, me mudei para BH e comecei a praticar capoeira e corrida. Quando os sintomas iniciais da minha fibromialgia apareceram (dor no joelho), a primeira reação foi culpar os pés chatos – e comecei a usar palmilhas. O material já era mais moderno, e prezava pelo conforto.
Acabou que descobri a fibromialgia uns anos depois (de muitas sessões de fisioterapia), comecei a tratar a doença mas não abandonei as palmilhas. Venho trocando anualmente o par, desde 2003 aproximadamente.
E há um ciclo que sempre se repete: compro um sapato novo, e sofro por alguns dias até que ele ceda o suficiente para a palmilha caber com conforto. Às vezes, um dos pés se estressa com a combinação sapato/palmilha, e aparece uma tendinite. Aí fico umas semanas dolorido, ou faço fisioterapia, ou em casos extremos, tomo antiinflamatórios.
Pois é. Agora chega. Começando nessa semana (28/10) e até ordem em contrário, decidi só usar sapatos fechados em ocasiões extremas: rodas de capoeira, casamentos, funerais, reuniões importantes. De resto, pretendo ficar descalço e usar sandálias com o mínimo de plataforma possível, deixando a musculatura dos pés se fortalecer com o tempo (e exercício) – afinal de contas, eu nunca senti qualquer dor nos joelhos ou pés antes da fibromialgia aparecer, e com a dieta paleo ela está bem controlada há quase 2 anos.
Não pretendo virar corredor, apenas conseguir me movimentar andando para onde quiser – sem ficar sofrendo.
Vamos ver se dá certo. No momento, estou com uma tendinite leve na sola do pé direito (em parte resultante de uma torção que sofri ano passado)…

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