Aos 87 anos de idade, pela primeira vez na vida eu me sinto bonita – por dentro e por fora

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Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

Depois de ler o caso de sucesso da semana passada e todos os comentários de pessoas que queriam ouvir de alguém da minha idade, achei que poderia ser a inspiração para contar a minha história primal. Tenho 87 anos de idade e descobri o estilo de vida primal há 3 anos e meio. Eu fui de 99 para 58.5kg. Esta é a minha história.
Fui criada numa fazenda de algodão no Vale Central da Califórnia. Era a mais jovem de 11 filhos. Todos nós trabalhávamos na fazenda, e durante a Depressão comíamos aquilo que plantávamos. Mas ainda uma jovem adolescente, quando eu perguntava à minha professora se ela achava que eu era gorda, ela respondia: “Você é agradavelmente rechonchuda”.
Aos 17 eusaí de casa e me mudei para Santa Cruz, para trabalhar como ambulante – vivia de cachorro quente e hambúrguer. Quatro anos depois, conheci meu esposo (estamos juntos há 64 anos).
Tivemos 4 filhos, 2 meninas logo cedo, e mais um casal sete anos depois. Tentando fazer as contas fecharem no fim do mês, comíamos muito feijão, aveia e arroz. Meu marido e eu trabalhamos no negócio de restaurantes, ele como chef de cozinha e eu como garçonete. Não preciso dizer que trabalhávamos por períodos extensos e para nós, refeições eram qualquer coisa que pudesse fosse rápida de comer à mesa com a família.
Quando nossos filhos mais jovens tornaram-se adolescentes, eu decidi virar dona-de-casa. Com isso, começou a solidão e a monotonia, e a comida sempre enchia o espaço. Eu nunca tive carteira de motorista, e meu marido trabalhava de 10 a 12 horas por dia. Eu comia quando estava enfadada, solitária, brava ou feliz. E assim, a minha comilança emocional aumentou com o “ninho vazio”.
Ah, eu tentei perder peso ao longo dos anos; Atkins, Vigilantes do Peso e outros, mas nunca funcionou.
Em 1990, aos 63 anos, descobri que estava diabética. Quão confusa e assustada fiquei ao saber disso. Mas mesmo com tais notícias e fazendo o melhor possível com as refeições para diabéticos prescritas pela dieta americana padrão, nunca consegui perder peso. Junto com a diabetes e ainda sem controle do peso, é claro, veio a doença cardíaca. Sofri um infarto em 1999 e aumentei meus esforços com outras dietas da moda, mas nunca fui capaz de manter o peso baixo.
Meu neto tornou-se editor desse blog (que eu não sabia sequer o que significava) e logo seus pais estavam seguindo o novo estilo devida. Eles continuavam a me dizer como a maneira primal não era uma dieta, mas um estilo de vida simples. Eles me deram uma cópia do Primal Blueprint, e à medida que comecei a ler, alguma coisa simplesmente fez “clique”. Eu não precisava mais ter sobrepeso. A cada semana eu via uma diferença à medida que o peso caía com facilidade. Nunca me senti deprivada e descobri que não estava mais com fome o tempo inteiro. Após 1 ano sendo primal, mudei-me para perto da minha filha. Meu novo médico verificou meu sangue e removeu diversas medicações, incluindo insulina. Tenho sido capaz de controlar a minha diabetes com comida primal e exercício 3 vezes por semana.
Aos 87 anos, pela primeira vez na vida eu me sinto bonita, por dentro e por fora. As pessoas me olham e dizem como estou mirradinha. Ainda não consegui me acostumar com isso. Conto a minha história primal a qualquer um que encontre. Estar obesa por todos aqueles anos cobrou seu preço sobre o meu coração, mas nunca me senti melhor. Meu conselho àqueles pensando sobre o modo primal de viver: pratiquem. É simples, e funciona! Eu como melhor do que jamais comi, e me sinto melhor do que jamais me senti. Dê uma olhada em mim!
Vivendo a vida,
Faye

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