‘Manteiga e queijo salvaram meu filho’: Garoto de 6 anos, que costumava ter 300 ataques epiléticos por dia, tem sua vida transformada por uma dieta rica em gordura

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Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.
Charlie Smith, 6 anos de idade, de Epsom (Inglaterra), perdia a consciência quando tinha um ataque.
O menino tomava um coquetel de drogas para controlar as ocorrências severas, mas elas o deixavam grogue e tinham pouco efeito.
Charlie Smith é epilético e tinha até 300 ataques por dia até que 
começou a seguir uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos
Sua família, em desespero, estava ficando sem opções. 
Então, quando um neurologista sugeriu que a família tentasse uma mudança radical na dieta, os pais de Charlie, Debbie e Wayne, sentiram que não tinham nada a perder. Após 3 semanas seguinto uma dieta cetogênica, rica em gorduras e pobre em carboidratos, os ataques de Charlie pararam completamente.
Seus pais também conseguiram livrá-lo das drogas anti-epiléticas completamente. 
A dieta cetogênica funciona ao mudar o combustível usado pelo corpo. Ela força o organismo a queimar gorduras, ao invés de glicose vinda de carboidratos, colocando-o no estado de cetose – que parece reduzir os ataques, apesar de ainda não ser clara a maneira como isso funciona.
Enquanto antes da dieta Charlie lutava para comer quaisquer refeições, devido aos ataques severos, ele agora limpa o prato e gosta tanto de manteiga que ele a come às colheradas quando tem chance.
Ele também se enche de comidas gordurosas como queijo e creme de leite.
Charlie (com os pais, Debbie e Wayne) não teve um 
único ataque desde que começou a seguir a dieta
Charlie teve seu primeiro ataque epilético aos 2 anos, 
e a medicação não conseguia controlar as crises
A Sra. Smith, 47 anos, disse: “A dieta mudou nossas vidas para melhor. Assim que Charlie a adotou, foi como se uma nuvem tivesse sido removida. Nós estávamos no fim das nossas idéias, e apenas rezávamos por um milagre. Eu estava nervosa sobre se a dieta iria funcionar. 
Os ataques de Charlie eram horríveis, e os pais estavam constantemente preocupados com o garoto.
Ela adiciona: “Seu primeiro ataque veio do nada. Ela não tinha problemas de saúde prévios, e um dia parou de respirar. Corremos para o hospital completamente apavorados”.
Após o primeiro ataque, aos 2 anos, eles gradualmente ficaram piores – até que o garotinho tinha 300 por dia, e as drogas falhavam em ajudá-lo. A família passou 2 anos de tormento tentando achar uma solução para os problemas de saúde de Charlie, enquanto cuidavam dos outros 3 filhos – Joe (11), Jack (12) e Lauren (14).
A família foi posta em contato com o grupo de caridade Amigos do Matthew, especializado em ajudar famílias e crianças que estão embarcando na dieta cetogênica.
A mãe de Charlie diz: “Os Amigos do Matthew tem sido fantásticos, e realmente abriram nossos olhos para as maravilhas da dieta. Eles nos ajudaram a descobrir exatamente o queo Charlie podia comer, e quais tamanhos de porções precisava. Ele ama as refeições da dieta e sabe o quão importante é, segui-la. Charlie certamente desenvolveu um gosto por manteiga – não há quantidade que chega, e ele come até de colher se tiver chance”.
É importante que Charlie atenha-se à dieta rica em gordura, pois foi cuidadosamente calculada para garantir que ele esteja nutrido e mantenha os ataques ao longe.
O pai de Charlie, de 48 anos, trabalhador da indústria do cinema, disse: “Estávamos nervosos sobre Charlie confiar apenas na dieta para manter-se livre de ataques, então retirar os medicamentos foi um processo lento – mas desde que ele deixou a medicação, está sendo fantástico”.
Charlie deixou de ter ataques 3 semanas após um médico sugerir 
que seus pais o pusessem numa dieta cetogênica. Na foto, ele aparece 
com os pais, Debbie e Wayne, a irmã Lauren e irmãos Jack e Joe
“Charlie tem sua vida de volta, e não teve mais nenhum ataque desde que começou a dieta, 2 anos atrás. É um milagre e não podíamos estar mais felizes”.
Como parte da sua dieta, Charlie come manteiga com todas as refeições, sendo ao menos 12g com o café da manhã, que é usualmente omelete de queijo (ovos, queijo, manteiga, azeite de oliva e cogumenlos).
O almoço é feito de mais comidas ricas em gordura, incluindo queijo e pão pitta com maionese, mais manteiga e frutas.
Para o jantar, ele come uma versão rica em gordura das refeições da família, que inclui mais manteiga sobre qualquer prato.
Sua mãe cuidadosamente mede os ingredientes na dieta, e também garante que ele tome vitaminas adicionais para garantir a nutrição completa.
A Sra. Smith diz: “No começo, levava um pouco de planejamento e preparo, mas agora nós temos receitas de comidas bem amanteigadas que Charlie gosta”.
A fundadora da “Amigos do Matthew”, Emma Williams, 46 anos, laureada com a honraria MBE da Coroa Britânica, criou a organização após o seu próprio filho, Matthew, dramaticamente reduzir seus ataques com o início da dieta.
A Sra. Williams disse: “Ver tal mudança em Charlie é fenomenal para ele e a família. Antes dele começar a dieta, sofria estes ataques horrendos que poderiam vir a piorar até Charlie não ter qualidade de vida. Ele é um garotinho incrível que agora está recuperando o tempo perdido de escola e vivendo sua vida – está completamente livre de medicamentos e de ataques e é para isso que trabalhamos: para ajudar crianças e famílias”

O que é a Dieta Cetogênica ?

É uma opção de tratamento para crianças epiléticas que não respondem à medicação.
Comprovadamente reduz o número ou a severidade dos ataques, bem como tem efeitos positivos no comportamento de algumas crianças.
A dieta é rica em gorduras e pobre em carboidratos.
Usualmente o corpo usa glicose vinda de carboidratos como combustível, mas a dieta o força a usar cetonas – feitas quando o corpo queima gordura para produzir energia – ao invés de glicose como combustível.
Ela faz isso ao privar o corpo de carboidratos.
Mais frequentemente a dieta cetogênica envolve o consumo de muita gordura de creme de leite, manteiga e azeite.
Ela não é adequada a todas as crianças com epilepsia, mas pode ajudar aquelas com síndrome de Dravet ou síndrome de West.
Para ter certeza que a dieta está nutricionalmente balanceada, um nutricionsita tem que definir exatamente o quanto de cada comida a criança precisa comer por dia.
Um estudo do Grande Hospital de Ormond Street sugeriu que a dieta ajuda cerca de 40% das crianças que não respondem à medicação.

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