E o que dizia o Feynman ?

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Um amigo me enviou o vídeo abaixo, que mostra o Richard Feynman – um dos maiores físicos da história – falando sobre o método científico:
Em uma tradução livre, o que ele diz é:

“Geralmente, nós procuramos uma nova lei da seguinte maneira: primeiro, nós chutamos [risadas da platéia]. Não, não riam – é realmente assim. Então nós computamos as consequências do chute, para ver se isso está correto, se a lei que imaginamos está certa, para ver o que ela implicaria. E depois nós comparamos os resultados da computação à natureza, ou como dizemos, ‘comparamos com o experimento ou a experiência’. Comparamos diretamente com as observações, para ver se funciona.


Se divergir do experimento, ela está errada.


Nessa afirmação simples, está a chave da ciência. Não faz diferença o quão bonito o seu chute é, não importa o quão esperto é você que deu o chute, ou quem quer que seja… Se o chute diverge do experimento, ele está errado. 


É isso que resume tudo.”

Quanta beleza há nesses poucos parágrafos – e quão ignorados eles são pela “ciência” da nutrição moderna. Nos dizem para nos exercitarmos mais e comer menos, de acordo com a pirâmide alimentar cheia de grãos e carboidratos – baseado em uma teoria de 50 anos, que não se sustenta com experimento… Os manuais médicos de fisiologia explicitam que um dos papéis da insulina é promover o armazenamento de gordura a partir dos carboidratos – e ainda assim, nos empurram 50% de carboidratos numa dieta diária e limitam as gorduras na esperança de que acumulemos menos pança.

Ao mesmo tempo, estudos controlados que demonstram o efeito prático de dietas low-carb não conseguem ganhar credibilidade… Questionamentos ao dogma da pirâmide tradicional são descartados sumariamente. E o mundo continua ficando mais e mais gordo, diabético, hipertenso.

Está faltando método científico na nossa ciência 🙁

Vamos ver em que as publicações e reviravoltas das últimas semanas vão se desdobrar nos próximos anos.

Algumas outros pensamentos do Feynman para refletirmos:

“De todos os assuntos, apenas a ciência contem em si a lição sobre os perigos da crença na infalibilidade dos melhores professores da geração anterior.”


“O princípio básico é que você não engane a si mesmo – e você é a pessoa mais fácil de ser enganada”.


“Não cabe a nós dizer à natureza como ela deve ser… a imaginação dela é muito maior que a nossa”.


“Nossa liberdade de duvidar nasceu da luta contra a autoridade nos dias iniciais da ciência. Era uma luta forte e profunda: permita-nos questionar – duvidar -, não ter certeza. Eu acho que é importante que não nos esqueçamos dessa luta e percamos assim o que conseguimos ganhar”.

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