Pergunte-se do que é feito o alimento. Se souber a resposta, é comida de verdade!

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Para começar, nunca fui adepto de dietas da moda e regimes severos. Gosto de comer bem, não muito, mas com qualidade. Nunca fui de me empanturrar de comida, rodízios, etc. Aprendi a comer muita salada na casa dos meus pais, que levam uma vida mais regrada. Meu pai nunca bebeu e nunca fumou, e também nenhum dos irmãos. Então esses foram meus exemplos, que faço questão de passar para minha família.
A dieta paleolítica me foi apresentada por meus amigos Juarez e Raphael. E depois endossada por meu treinador de ciclismo Arthur Henrique Bossi. Uma dieta de conceito simples “Nós somos das cavernas Marcelão!”, dizia Raphael. Então foi muito fácil absorver essa ideia. Ainda não consigo seguir à risca, pois viajo muito e na estrada fica um pouco mais difícil de manter. Seguem abaixo os conceitos:
  • Ausência de grãos: Como o menos possível. Diminuí o arroz com feijão e os troquei por tubérculos. Penso assim, o que dá embaixo da terra pode!
  • Ausência de açúcar: Troquei o açúcar do café por açúcar mascavo (não existia na época das cavernas, mas é mais natural). Chocolates ainda como, bem menos. Refrigerantes eu cortei. 
  • Ausência de laticínios: Sempre gostei de leite, mas troquei por suco. Somente às vezes escorrego, geralmente nas viagens.
  • Ausência de alimentos processados: Essa foi moleza pois nunca gostei. E pelo que li, basta se perguntar do que é feito o alimento. Se sabe a resposta, é alimento verdadeiro! 
Salsicha é feita de quê? Não sei, então não como…
Omelete é feito de quê? Ovo, então beleza!
As minhas maiores dificuldade são com pão e bolo. Gosto muito de pão! Mas em casa cozinho inhame só na água e tomo com café. Acho bom demais!
Suplementos, não tomo mais. Costumava tomar dois comprimidos de BCAA antes e depois dos treinos de ciclismo. Também tomava whey protein com glutamina ao final das sessões. Acho que não ajudava meu peso cair. Hoje não tomo suplemento algum, pesquiso quais alimentos que são realmente funcionais durante o período pós-treino e tento adaptar no meu dia-a-dia.
Além disso, aprendi com meus amigos das cavernas a comer batata doce com clara de ovos antes de sair para os pedais. Para os treinos mais curtos fico, abastecido. Ainda não aderi ao sair em jejum para treinar (ou melhor, para caçar). Pelo que eu entendi só damos o máximo quando estamos de fato leves e assim ficamos mais rápidos. Porém ainda não tive essa experiência para contar.
Nos primeiros dias ao adotar a dieta paleo, senti certo desânimo em treinar. Péssimo para quem tem algumas horas de exercício pela frente. Quando saía de casa assim, os últimos quilômetros eram em stand by. Depois aprendi e costumo levar batata cozida, fazer suco de beterraba, maçã e laranja. Aí ficou beleza! A maltodextrina, troquei por garapa. Tem um senhor que vende e na volta dos treinos passo lá e encho minha squeeze.
A verdade é que emagreci 10 kg em pouco tempo. Excelente, pois melhora muito o desempenho em subidas. Hoje em dia estou com 86 kg. Acho que irei emagrecer ainda mais. Depois de certa idade o colágeno diminui então fiquei um pouco enrugado, mas fazer o quê? Perde-se de um lado e se ganha de outro.
Resumindo: não dá pra passar fome, nem ter momentos de fraqueza. E emagrece…
110kg

105kg
92kg

88.8kg

Marcelo

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