A saliva dos pais na chupeta dos filhos poderia manter as alergias ao longe

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

por Rob Stein

Sucking may be one of the most beneficial ways to clean a baby's dirty pacifier, a study found
A palavra "microbioma" – descrevendo a coleção de bactérias que vivem sobre e dentro dos nossos corpos – continua aparecendo. Desta vez, pesquisadores dizem que crianças cujos pais limpam seus bicos/chupetas com a própria boca podem ter menor probabilidade de desenvolver condições alérgicas pela maneira como a saliva de seus pais muda seu microbioma.

É isso o que diz um pequeno estudo de 184 bebês suecos publicado no jornal Pediatrics. Os pesquisadores descobriram que 65 bebês cuja mãe ou pai chupavam sua chupeta para limpá-la tiveram chance significativamente menor de ter eczema e asma, duas condições causadas por reações alérgicadas, do que bebês cujos pais não usavam essa técnica de limpeza.

"Essa é uma observação interessante e intrigante", diz Elizabeth Matsui do Centro Infantil Johns Hopkins, que não esteve envolvida na pesquisa.

As descobertas adicionam credibilidade a um corpo de evidência crescente que sugere que a exposição – ou falta de exposição – a micróbios no início da vida pode afetar a saúde de uma criança ao influenciar seu microbioma.

"Houve recentemente uma explosão de interesse no microbioma e em como ele pode influcenciar muitas coisas – mas em particular, a propensão de alguém a desenvolver uma doença alérgica", diz Matsui.

Para investigar o papel da limpeza das chupetas, Bill Hesselmar da Universidade de Gothenburg (Suécia) e seus colegas analisaram dados que coletaram para um estudo mais amplo sobre alergias em bebês. Entre as questões que os pais responderam constava o que eles faziam quando a chupeta das suas crianças caía.

"Nós lhes perguntamos como eles limpavam a chupeta – se a lavavam com água – e é claro, a maioria faz isso", diz Hesselmar. Mas muitos dos pais faziam outra coisa.

"Eles colocam a chupeta na própria boca, sugam um pouco e então devolvem à criança", diz Hesselmar. "É uma maneira bastante comum de se limpar a chupeta".

Quando os pesquisadores checaram para ver se havia quaisquer diferenças entre as crianças cujos pais sugavam as chupetas para limpá-las, e aqueles que não faziam, descobriam que havia. Aqueles cujos pais limpavam a chupeta sugando tinham probabilidade significativamente menor de desenvolver eczema aos 18 e 36 meses, e menor probabilidade de desenvolver asma aos 18 meses, dizem os pesquisadores.

"Eczema é a melhor doença para escolher [como marcador] se você quer ver se uma criança está tornando-se alérgica", diz Hesselmar.

Cientistas acham que quando os pais sugam a chupeta das crianças para limpá-las, eles transferem algumas das bactérias inofensivas de suas bocas para a das crianças, diz Hesselmar. Na prática, os pesquisadores encontraram evidências suportando isso quando analisaram a saliva dos bebês no estudo.

"Nós pensamos que essas bactérias... estimulam o sistema imune", diz Hesselmar. E isso ensina a ele como fazer seu trabalho direito, o que inclui não reagir excessivamente a coisas como amendoim, pólen e gatos, completa.

O estudo soma-se a um grupo crescente de evidências de que muitas crianças hoje em dia podem essencialmente estar crescendo limpas demais, diz Matsui.

"Nós temos muito menos probabilidades de sermos expostos a organismos na água – parasitas, por exemplo – daí a idéia de que há muito menos coisas para o sistema imune combater. Então ele começa a reagir a coisas que talvez devesse ignorar", Matsui diz.

Amanda Sauer, 35 anos, de Washington, usa uma chupeta quando seu filho Leo, de 2 anos, fica agitado. Quando a chupeta cai no chão, ela frequentemente lava.

Sauer não tem certeza de que a nova pesquisa vai fazê-la começar a lamber a chupeta suja.

"Provavelmente não", diz ela. "Mas é mais pelo simples fato de que eu não quero colocar uma chupeta na boca. Mas às vezes o cachorro faz a limpeza por nós, então talvez seja tão bom quanto".

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

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Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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