Mas está tudo bem com você ?

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O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como sou, então consigo mudar.
— Carl Rogers

Mais de uma vez, ao longo desses meus 2 anos e alguns meses com dieta paleo, encontrei pessoas que não via há tempos. Velhos amigos que se mudaram de cidade, parentes que moram longe, contatos profissionais – teve de todo jeito.
E em muitos desses encontros, após alguns minutos de conversa – “colocando  a prosa em dia”, como dizemos aqui em Minas –, vinha a pergunta indefectível: “Mas está tudo bem com você ?”
Geralmente, a pergunta é acompanhada de um toque no braço ou uma mão no ombro. “Está tudo bem com você ?”. Nas entrelinhas, podemos ler “A sua saúde está ok ? Você está com alguma doença grave ?”.
E geralmente eu sorrio por dentro. Entendo a preocupação das pessoas, mas não deixo de achar engraçado… Repare, muitas delas fizeram parte do meu convívio diário entre 2007 e 2012, e me viram ganhar 15kg lentamente. Ninguém achou estranho. 
Mas perder 15kg em 6 meses, certamente deve ter algo de errado!
E ainda pior: uma pessoa não me viu entre janeiro de 2013 e poucos dias atrás (maio/2015) e fez a pergunta de um jeito bem parecido: “Tudo tranquilo na sua casa ?” (mão no ombro, olhando nos olhos). 
Perder 15kg em 2 anos e meio (o tempo que ela não me via), também deve ter algo errado! 😀
Triste mundo o nosso: primeiramente, você sempre será julgado. Engorde ou emagreça, sempre vai ouvir críticas. Depois: “engordar é um destino de todos”, mas perder peso reflete força moral ou doença. Como diz o Jonathan Bailor, nós complicamos o que deveria ser simples: comida de verdade não engorda nem emagrece – ela te faz ter o peso que o seu corpo quer ter. 
Ninguém ensina aos cavalos como comer nem como malhar. Eles comem tudo o que a natureza os selecionou para comer, na quantidade que quiserem, na hora que quiserem, e exercitam-se segundo o necessário – procedendo assim, ficam fortes “como um cavalo” 😀
A frase do Carl Rogers, que abre o artigo, uso aqui nesse sentido: o primeiro passo para conseguir mudar, é aceitar o que se é. Somente reconhecendo suas próprias características, erros e acertos (alimentares, no caso) é que um processo duradouro pode se instalar.
Comida de verdade, saúde de verdade!

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