O açúcar pode destruir vidas e deveria ser taxado como o tabaco

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Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.
por Ben Farmer

Comidas açucaradas incorrem no risco de uma crise de saúde pública similar à do tabagismo, e deveriam ser taxadas da mesma maneira que o tabaco, disse Jamie Oliver.

O chef da TV disse que o açúcar era “definitivamente, o novo mal” e deveria ser colocado como alvo por causa do fardo que tem colocado sobre o NHS (Sistema Nacional de Saúde).

Ele disse que concordava com a decisão da França de impor uma taxa sobre bebida adoçadas e acredita que o Reino Unido deveria seguir.

O militante de 39 anos também revelou que encontrou-se à beira do colapso por exaustão no ano passado, enquanto equilibrava seu império de restaurantes e a carreira televisiva.
Seus comentários sobre os riscos do açúcar sucedem os alertas por parte de grupos de ativistas pela saúde, de que dietas açucaradas são um dos principais fatores no aumento dos níveis de obesidade e diabetes tipo 2.
1/3 das crianças britânicas e 2/3 dos adultos são classificados como obesos ou sobrepesados, enquanto o número de diabéticos dobrou nas últimas 2 décadas.
O custo das duas condições já era estimado em mais de 5 bilhões de libra por ano cada uma, e pode multiplicar-se por 10 até 2050.
Oliver disse ao Daily Mail: “O açúcar é certamente o próximo mal. É o próximo tabaco, sem dúvida, e a indústria deve ter medo. E ele deveria ser taxado, assim como tabaco e como qualquer coisa que pode, francamente, destruir vidas”.
Jeremy Hunt, Secretário da Saúde, no ano passado decidiu não taxar o açúcar, apesar de admitir que mais precisa ser feito para derrubar a obesidade infantil.

Oliver disse ainda: “Não sou fã de taxas e impostos, mas quando você olha para o montante de dinheiro que não está crescendo, e pensa que 68% dos casos que vão para o NHS estão relacionados à dieta, então sim, você precisa de uma mudança radical”.

O chef também revelou como ele foi forçado a reestruturar seu estilo de vida por causa do excesso de trabalho que o deixou exausto e lutando para sobreviver com noites de apenas 3h de sono.
Ele disse: “Não é como se eu me sentisse mal o tempo inteiro. Ou que eu não achasse que me sentia mal, mas olhando para trás, eu não estava bem. Eu não me sentia… vivo. Estava funcionando, não me entenda mal, mas em retrospectiva, havia este sentimento de que eu tinha que correr para conseguir fazer tudo. Ficava exausto o tempo inteiro – e não é de surpreender”.
E completou: “Quando não estava trabalhando, podia cair no sono em um piscar de olhos – não que eu tivesse chance de fazer isso, por causa dos meus filhos. Nos fins-de-semana, eles querem brincar”.
Oliver, que tem uma cadeia de restaurantes no país, também criticou as regulamentações da União Européia que limitam as horas de trabalho para empregados.
Ele disse: “O que é uma semana de 48h em uma cozinha ? Quer dizer, na prática isso se chama ‘feriado’. A média era de 80h semanais quando comecei, e para as pessoas que ainda tem seus restaurantes, provavelmente isso ainda é o padrão”.

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