Testando a dieta cetogênica

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Desde que comecei a praticar paleo/LCHF, poucas vezes caminhei para o lado da cetose – não por qualquer medo, mas simplesmente porque gosto muito de comer plantas em quantidades razoáveis – o que torna quase impossível entrar nesse estado.
Das poucas vezes em que estive em cetose, foi sempre a sem querer – e a minha esposa é que me alertava que o meu “cheiro estava esquisito” 🙂 Nestas ocasiões, eu percebia que vinha comendo poucas plantas, caprichava na dose de frutas e o cheirinho de acetona ia embora rapidinho.
No entanto, ficava a pulguinha na orelha: como é manter a cetose por algum tempo, na prática ? Resolvi começar na segunda-feira passada (08/12), juntando essa curiosidade a um outro fato: desde que as aulas começaram (em agosto) eu fui relaxando a minha WD: comia um pouco de macadâmias à noite; depois, macadâmias e torresmo; depois, macadâmias, torresmo e bolinho de farinha de coco com uva passa; e finalmente, tudo isso e ainda um pote de iogurte com cacau. O resultado é que cheguei aos mesmos 66.1kg que pesava lá em julho 😀
Da segunda-feira para cá, restringi a minha ingestão de carboidratos a menos de 4% e joguei as gorduras em quase 70% (estou acompanhando com o MyFitnessPal). As proteínas ficaram constantes. Ainda não tive nenhuma sessão de maromba desde então.
Para ter idéia do que tenho comido, eis o cardápio de hoje:
  • Café-da-manhã
    • Omelete com 2 ovos
  • Almoço
    • Lombo cozido com linguiça calabresa
    • 2 ovos mexidos com requeijão cremoso
    • Torresmo
    • Repolho refogado
    • Alface
    • Chuchu
    • Água
    • Sem sobremesa 🙂

O resultado: pesei 64kg logo antes do almoço, e tive a mesma dor de cabeça e sensação de “cabeça-ôca” que senti lá em fevereiro/2013, quando comecei a praticar dieta paleo. 
Algumas conclusões:

  1. Provavelmente esses 2kg perdidos eram apenas água que estava retida pelos carboidratos da ingestão constante de frutas (in natura e secas), tubérculos e raízes. Como estou vivendo de carne, ovos, legumes e folhas, as fontes “grandes” de carboidratos sumiram. A insulina baixou ainda mais e a água voltou a sair.
  2. Engraçado como a sensação de cabeça-ôca e a dor de cabeça foram EXATAMENTE as mesmas de quando tirei a comida-lixo da minha vida. Embora eu tenha certeza de que os carboidratos complexos não estivessem me fazendo mal, ainda assim a sacarose e frutose das frutas tinha seu efeito sobre mim.
Vou prolongar o teste por umas 2 ou 3 semanas, e ver o que acontece. Hoje à noite quero fazer a minha primeira maromba depois da mudança, e dou notícias. Possivelmente, a performance vai cair um pouco porque pelo jeito a minha adaptação a uma dieta cetogênica ainda está começando…

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