Projeto Pé no chão: Huaraches v3.0

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Com quase 2 meses usando apenas huaraches ou sandálias com o mínimo desnível que consegui, já vi que essa é a minha praia. A minha tendinite desapareceu completamente, e sinto os pés mais fortes – mais cascudos também, certamente 🙂
Nesse tempo, só usei sapato fechado umas 3 vezes (para uma ou outra ocasião que pedia: reunião de trabalho, igreja, capoeira). Ainda me olham esquisito na rua, mas finjo que não é comigo.
Percebi que ao menos aqui em BH, é impossível achar sandálias artesanais que tenham drop zero. Todos os artesãos insistem em colocar um mínimo de calço no calcanhar. Se eu quiser uma sandália de couro nesses moldes, ou faço ou mando fazer especificamente (já peguei o contato de um cara que parece ser bom, agora só falta encomendar).
Hoje, resolvi fazer mais um par de huaraches para mim, e aproveitei para fazer para a filhota. Não ficou primoroso, mas vou melhorando aos poucos enquanto invento/descubro as técnicas. É óbvio que um sapateiro faria com os pés nas costas, mas aí eu perderia a chance de aprender uma habilidade nova. Como dizia o Robert Heinlein:

Um ser humano deveria ser capaz de mudar uma fralda, planejar uma invasão, carnear um porco, pilotar um navio, projetar um edifício, escrever um soneto, puxar o saldo de contas, construir um muro, encanar um osso, confortar os moribundos, cumprir ordens, dar ordens, cooperar, agir sozinho, resolver equações, analisar um novo problema, carregar estrume, programar um computador, fazer uma refeição saborosa, lutar com eficiência e morrer corajosamente. A especialização é para os insetos.

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