162kg a menos em 1 ano e meio!

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Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

Em fevereiro de 2012 minha vida estava caótica. Eu pesava 233kg. Sou enfermeira, e estava incrivelmente perto de perder meu trabalho e ser incapaz de sustentar a mim mesma e a minha família devido ao meu peso e saúde ruim. Vivia com dor excruciante nas costas. Sofria de apnéia durante o sono, tão severa que requeria tanto um BiPAP quanto oxigênio à noite, para evitar que os meus níveis de oxigênio caíssem demais. Meu primeiro estudo de sono, em janeiro de 2012, revelou que eu tinha centenas de apnéias por hora, o que certamente explicava o motivo de eu pegar constantemente no sono ao volante, no trabalho e em toda parte. Mal conseguia manter os olhos abertos durante o dia.
Eu tinha hipertensão severa, que requeria uma multitude de medicamentos. Mal conseguia andar do meu carro até a porta da frente. Tinha que parar, sentar e ofegar duas ou três vezes só para ir do meu carro até a sala das enfermeiras, no trabalho – e isso porque o estacionamento é em frente à porta.
Já tinha deixado de ser capaz de fazer compras, e quase qualquer outra coisa. Tinha que mandar a minha filha ao banco ou à farmácia com recados, porque eu não conseguia ficar de pé mais que alguns minutos por vez. Tomar banho era uma tortura, e uma vez que não tinha como comprar uma cadeira especial para o chuveiro, adotei uma cadeira dobrável e fiz meu marido instalar uma ducha de mão para eu usar. 
Mal cabia atrás do volante do meu carro. Não cabia em mesas de restaurante, assentos de avião, poltronas de cinema, e praticamente em nenhum outro lugar.
Para conseguir trabalhar, eu andava até o quarto dos pacientes, arrastava uma cadeira até perto de suas camas, e me sentava perto deles para medir suas pressões e dar medicação. Tinha que me apoiar na parede para conseguir me levantar enquanto pegava os remédios do carrinho. Chorava na sala dos fundos todo dia, enquanto ponderava quanto tempo mais eu possivelmente viveria assim.
Tentei conseguir uma cirurgia bariátrica, achando que não havia saída para mim. Eu vinha “fazendo dieta” havia anos e anos, usando cada método imaginável.Tinha uma compulsão e vício em comida horríveis, e achava que nunca seria capaz de parar. Em janeiro, passei por procedimentos pré-operatórios e então descobri que o meu plano de saúde não pagaria pela cirurgia, não importa qual fosse a minha condição e peso.
Senti pena de mim mesma e comi e comi e comi por algumas semanas, mas então veio a conclusão: eu tinha que fazer uma escolha entre continuar o que estava fazendo e certamente morrer, e antes de morrer, provavelmente ser confinada a uma cama como uma daquelas pessoas sobre as quais se faz programas de TV, OU eu tinha que fazer a escolha de viver.
De alguma maneira, achei em mim o necessário para fazer a escolha pela vida.
Falando francamente, comecei a minha jornada fazendo Vigilantes do Peso, e por aproximadamente 1 mês eu apenas segui o programa e contei “pontos”. Exercício sequer passou pela minha cabeça naquele momento; andar dentro da minha sala já era uma vitória para mim.
Eu estava sempre lendo online sobre paleo; por anos, brinquei com a noção de abrir mão dos grãos depois de ler coisas como o Heart Scan Blog. Não me lembro exatamente de como descobri o Mark’s Daily Apple… De algum lugar nas profundezas da internet, um link me trouxe aqui e a informação que achei realmente mudou minha vida.
Eu li e li por dias, e absorvi toda a informação que podia de muitos dos artigos postados. Rapidamente decidi abandonar os grãos e leguminosas e açúcares refinados.
Só por dar o passo de eliminar essas coisas fez maravilhas por mim. Vi as minhas compulsões constantes por carboidratos, amidos e açúcares desaparecerem Vi a preocupação constante com comida e o desejo de se entupir, começar a ir embora. Comecei a fazer algum jejum intermitente apenas para me habituar com o que era fome real, e foi incrível começar a reaprender os sinais do meu corpo.
Durante todo esse tempo o peso continuou caindo e caindo, e me capaz de fazer mais e mais.
À medida que o tempo passou, comecei a adotar mais e mais princípios da alimentação e do estilo de vida primal à minha rotina.
Sou uma pessoa completamente diferente agora. Não me reconhecem mais. Às vezes, eu não me reconheço. Minha dieta tornou-se melhor e melhor, e nesse ponto eu estou comendo ovos caipiras, manteiga orgânica, óleo de coco, carne e aves alimentadas com pasto, frutos do mar selvagens e sustentáveis, montes de legumes/verduras (a maioria, orgânicos), iogurte grego sem açúcar, pequenas quantidades de castanhas e suas pastas/manteigas, abacates, e umas poucas porções de frutas todo dia. Me deleito com batatas-doces, batatas-inglesas e alguns tipos de abóbora, com moderação. Tenho pequenas escapadas planejadas de vez em quando (uma taça de vinho tinto, um pouco de sorvete, talvez mesmo uma ou duas fatias de pizza – shhhhh! Não conte a ninguém).
Sou mais ativa do que jamais sonhei ser possível. Já estou entranhada com a questão do “mover-se frequentemente a passo lento”. Ando muitas, muitas milhas por semana. Adoro fazer trilhas. Costumava odiar a luz do sol e “andar no mato”, e agora eu estou sempre fora de casa aproveitando a beleza dos parques e florestas próximas de casa, todo dia.
Nos últimos 6 meses, fui capaz de incorporar treinamento de força diversas vezes por semana, e faço sprints de bicicleta semanalmente também. Choquei a mim mesma, com tudo o que consegui alcançar. Achava que nunca seria capaz de fazer um agachamento ou prancha, ou uma única flexão de braço, ou ganhar qualquer definição muscular que fosse. Mas agora eu posso fazer tudo isso e muito, muito mais.
Estar fora de casa, comer direito, ser ativa, dormir, adotar uma visão de vida e atitude mais positivas em geral, e tentar nutrir conexões com pessoas tem feito mais por mim do que antidepressivos ou ansiolíticos jamais fizeram. Eu sequer sabia que era possível sentir-me tão bem quanto me sinto agora. Acordo, e mesmo que a vida não seja perfeita, eu sinto que cada dia é uma oportunidade para coisas boas acontecerem. Estou feliz em dizer que não preciso mais de medicação para pressão e não preciso mais do BiPAP à noite. Tenho zero dor nas costas. Consigo subir ladeiras íngremes sem ficar sem fôlego. Meu funcionamento renal também era terrível (estágio 3 de doença renal crônica) e está completamente normal há 1 ano (os remédios para pressão e diuréticos bagunçavam meus rins. Deixei de tomar os remédios e os rins se recuperaram)
Encontrei uma amiga no fim-de-semana e ela me mandou uma mensagem dizendo que estou indo muito bem, e não apenas fisicamente. Que mental e emocionalmente, estou em nível muito diferente agora, e eu realmente me sinto assim também. Sinto como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas, em um sentido muito mais que físico. Realmente acho que posso fazer o que quiser, agora.
PEso 71kg hoje. Minha gordura corporal é 20%. Estou no peso que queria, algo que nunca achei ser possível.  Parece quase surreal. Não acho que a minha “ficha já caiu”, no sentido de quão longe eu cheguei em pouco tempo. Não podia sequer imaginar fazer todas as coisas que faço agora, alguns anos atrás. Estou grata por tantas coias da vida diária, que por si são fáceis de tomar como normais. Nunca vou ser uma pessoa “magra”, e sim, tenho UM MONTE de pele sobrando (sim, ficou realmente frouxa de perder 162kg em 1 ano e meio, e confie em mim: vai haver pele sobrando) mas a vida é tão boa e cheia de possibilidades agora.
Cindy

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