Nhoque de batata-doce

359
Tinha visto outro dia uma receita de gnocchi (nhoque) de batata-doce, e quis experimentar. Na própria receita, falava-se para usar goma de araruta ou goma de tapioca (polvilho) – como eu só tinha a segunda opção em casa, fui nela mesmo.
Cozinhei duas batatas-doces, e amassei bem. Ajuntei os ovos – e aqui veio o primeiro erro: não bati os ovos antes de misturar com a batata. Não sei que tanto de diferença pode ter feito, mas creio que fez. O erro número 2 foi com relação ao polvilho: acho que em nhoques convencionais, a farinha de trigo “dá liga” muito rápido. Com o polvilho, eu fui acrescentando, acrescentando… Até que percebi que o gosto da massa (que continuava razoavelmente mole) estava mais pronunciado para o lado do polvilho do que da batata-doce 🙁
Preparei uma única unidade na água quente, para provar – ficou muito borrachento. Quem já comeu “grude” de polvilho, sabe do que falo.
Optei então por assar, como a receita original sugeria. 20 minutos de forno alto, e não ficou ruim não – crocante por fora, e algo-borrachento por dentro. Como eu tinha preparado um molho de linguiça calabresa com bastante alho e cebola, as coisas se complementaram bastante bem. 
Assei duas fornadas, e congelei o resto da massa – acho que da próxima vez, vou adicionar queijo ralado e manerar no polvilho…
A minha receita foi:
2 batatas-doces grandes
2 ovos
polvilho até dar liga
Sal e temperos a gosto
Descasque e cozinhe as batatas até ficarem BEM macias. Amasse tudo com o amassador. Ajunte os ovos, e amasse com as mãos. Vá adicionando o polvilho aos poucos, amassando sempre. Não espere que vá dar uma massa firme, conforme a da foto da receita (talvez funcione com goma de araruta, vai saber): use seu instinto de cozinheiro, e vá provando pedacinhos de vez em quando. Quando o gosto de polvilho começar a se destacar, pare de acrescentar.
Não é exatamente low-carb, mas matou a vontade de comer nhoque 🙂

Recomendado para você: