Foto-história

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Quando entrei na universidade em janeiro de 1994, eu pesava exatos 55kg. A foto abaixo é de setembro de 1992, e dá uma idéia da magreleza…

Em fevereiro de 1996, à base de muita cerveja e comida-lixo, eu já pesava 72kg – conforme atesta a  foto abaixo, em estilo “Boneco da Michelin”.
Foi quando a minha ficha caiu pela primeira vez… 19 anos de idade, e a incapaz de correr 100m sem por os bofes para fora. Me matriculei na capoeira em março de 1996, cortei bebida alcóolica e carnes gordas. E em agosto de 1996 já estava assim, com 63kg:
Relaxei novamente com a bebida, mas mantive uma alimentação “saudável”. Granola, carnes magras na maior parte do tempo, refrigerantes diet, etc. No início de 2001, cortei leite (os derivados permaneceram), refrigerantes, balas e chicletes da minha alimentação (mas deixei espaço para uma água tônica esporadicamente). Somando-se o treino diário na capoeira e corridas regulares, eu estava assim no final de 2002:
Mesmo com o casamento, a atividade física constante segurou a onda da alimentação que se desregrou um pouco (doces, principalmente). No início de 2004 eu estava assim:
Tudo andava bem, até que um acidente no final de 2007 me mandou para a cirurgia por 2 vezes em 2 anos. A partir de então, o meu nível de atividade física foi praticamente a zero – enquanto a ansiedade me fazia perder todo e qualquer controle sobre o que eu comia: tome-lhe sorvetes, cervejas e chocolates (por sorte, mantive os refrigerantes e balas ao longe). Entre abril de 2009 e fevereiro de 2013, meu peso subiu para 78kg – e junto com ele, meus indicadores sanguíneos foram para o espaço.
Em fevereiro de 2013, eu estava assim:
E foi quando a minha ficha caiu de novo. Já beirando os 40, com histórico familiar de diabetes por parte de pai e mãe, com filha pequena para criar, sedentário, ansioso e consumindo álcool quase todo final de semana, vi que era hora de tomar tento.
Um amigo já tinha me mandado um email sobre dieta paelo em 2012, e a idéia me agradava. Mas nunca tomava coragem para começar. Conversei com a patroa, que torceu o nariz no início (“Mas que loucura é essa ? Você vai entupir as veias !”) mas que na prática me apoiou (e apóia) muito. 
Em 28/02/2013 fiz compras (carne, ovos, legumes, frutas e verduras), abri mão dos grãos e do açúcar e nunca mais olhei para trás. Os primeiros 2 dias foram difíceis, com dores de cabeça e sensação de “cabeça oca” – era a síndrome de abstinência batendo. Compensei na época com frutas e legumes cozidos em lanches entre as refeições. Com o tempo, o corpo se habituou a consumir a própria gordura, e três refeições diárias passaram a me bastar.
Fiz exercícios aeróbicos leves durante os primeiros meses (caminhada de ida e volta para o trabalho: 7km totais, percorridos em 1h30min). Depois tive uma inflamação na planta do pé esquerdo, e deixei essa atividade de lado. A capoeira já tinha se reduzido a 1x a cada 15 dias, mas com a forma física em baixa e o ombro ruim, era difícil praticar… Só voltei a me exercitar no último mês (setembro/2013) – sempre com exercícios funcionais (flexões de braço, abdominais, polichinelos e uma medicine ball) diariamente. Na última semana, iniciei um treino de sprints dentro do próprio prédio onde moro: subo os 5 andares correndo, com a restrição de ter que pisar em todos os degraus (não vale “pular”) e marco o tempo. O recorde atual é de 32s – mas vou baixar, certamente!
Ainda não arrisquei a fazer barras por conta do ombro operado, mas a semana passada trouxe mais uma pequena vitória: consegui ficar parado na bananeira suportando o peso do corpo por uns poucos segundos – coisa que não fazia desde antes do acidente.
Nos últimos 2 meses, iniciei o jejum intermitente algumas vezes por semana – 16h sem comer, apenas tomando água, e nenhum desconforto. Ainda pretendo chegar ao JI de 24h, mas não tive coragem de tentar até o momento.
Ao longo da mudança na dieta, fiz exames de sangue a cada 2 meses para convencer a mim mesmo e à família de que a alteração não era apenas estética. Ver para crer! E vi que o colesterol “ruim” caiu, que o “bom” aumentou, que o ácido úrico não se alterou, e nem a glicemia em jejum.
No exame periódico que fiz pela empresa em setembro/2013, a médica se espantou com a perda de peso (quase 15kg) e com a melhoria  do condicionamento físico geral (no teste ergométrico, alcancei 15 MET – quase o dobro da média dos outros funcionários), que foi considerado excelente para um quase-quarentão. 
A médica só parou de elogiar quando eu contei o “segredo”: LCHF/paleo. Aí ela me disse para tomar cuidado, que pode ser perigoso… Mas quando pedi mais exames para deixá-la tranquila, ela me disse que “não é necessário pois está tudo bem”. Confesso que fiquei confuso 😀
O resultado condensado está na foto abaixo. As fotos foram tiradas em 28/02 e 26/09/2013. Para o histórico de fotos completo, está nesse outro post.

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