Órteses são sempre necessárias ?

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

por Steve Gangemi

A prescrição e uso de órteses é um assunto quente. Alguns médicos não apreciam o fato de que eu acho que órteses são pedaços caros de grafite, neoprene e outros materiais que via de regra prestam um desserviço ao paciente. Minha postura sobre órteses é assim devido à maneira como avalio, trato e gerencio pacientes. É uma abordagem 100% holística. Vejo atletas profissionais - dançarinos, corredores, jogadores de hóquei e futebol -, profissionais de outras áreas - CEOs, advogados, médicos, contadores - e gente que está entre os dois. Estes pacientes tem lesões de todos os tipos - pé, mão, costas, pescoço, etc. e aflições que vão do resfriado comum a infecções como doença de Lyme, bem como problemas hormonais, distúrbios digestivos e problemas de sono. Usar órteses os pés não é natural, então não é parte da minha prática prescrever tais aparelhos; estou mais interessado em corrigir a causa de um problema do que endereçar apenas a sintomatologia.

Órteses ajudam a aliviar sintomas em pessoas não-saudáveis


Apesar de eu ter que indicar pacientes para cirurgia ou para que seus médicos prescrevam drogas tais como antibióticos para vencer uma doença ou talvez salvar suas vidas, eu nunca tive que indicar um paciente para receber uma órtese, e sim, eu já vi muitos casos extremos de dor nos pés e de desequilíbrios na marcha. Sem desrespeitar aqueles que tratam seus pacientes com órteses e sem arrogância, sinto-me confiante em dizer que baseado na minha educação, experiência e compreensão do corpo humano (não apenas do pé), que aqueles que usam órteses estão sofrendo de uma saúde comprometida e aqueles que as prescrevem não estão restaurando a saúde de seus pacientes ao potencial completo.

Uma órtese é um dispositivo de suporte projetado para controlar a mobilidade ou mudar a função do pé, e por conseguinte a função de outras áreas do corpo. Não é natural e a menos que todas as outras possibilidades tenham sido exauridas (o que raramente são), então reconsiderar o uso de órteses deveria ser uma prioridade. Órteses podem servir a um propósito muito temporário de ajudar uma pessoa a superar dor aguda e desconforto, mas qualquer coisa além do uso "de emergência" por curto prazo, só vai causar dano ao usuário. Sim, elas suportam algumas disfunções em outro algum lugar - se é no próprio pé, na marcha ou algum outro desquilíbrio em outro ponto do corpo.

Uma pessoa saudável não precisa de uma órtese. Órteses alteram o sistema somatosensório do corpo, que é como vários estímulos são recebidos e transmitidos através do sistema nervoso até o cérebro. Esta é uma das grandes componentes da propriocepção (posição corporal), junto com a visão, ouvido interno e outros reflexos importantes. Na prática, qualquer calçado altera a propriocepção em algum grau, motivo pelo qual ficar descalço tanto quanto possível é uma grande maneira de melhorar o equilíbrio, força dos pés e saúde em geral.

Órteses vão enfraquecer seus pés e amortecer seus sentidos


Órteses "personalizadas', bem como outros dispositivos para os pés como saltos e suportes de arco afetam negativamente a propriocepção e a saúde do pé mais que a maioria dos calçados porque eles dão apoio a músculos, tendões e ligamentos de maneira que não precisam funcionar como fariam normalmente. Essencialmente, os pés tornam-se mais e mais fracos, e em pouco tempo isso espalha-se para outras áreas do corpo, incluindo o sistema nervoso. Então o usuário de órteses tem que confiar em outros aspectos da propriocepção, como a visão, porquê seus pés estão tal desordem. Ponha esta situação comum em um indivíduo idoso que já tem visão ruim, e você tem uma pessoa instável que vai cair, fraturar o quadril e morrer pouco depois. Esta é uma ocorrência triste e comum.

Há exceções ao uso exclusivamente temporário ? Sim, mas são raras. Uso de órteses é um assunto sensível especialmente porque muitos médicos confiam profundamente neles tanto para tratar pacientes  quanto para sua própria segurança financeira. Se as órteses são sua maior ferramenta para ajudar um paciente a lidar com dor ou andar corretamente, então eu compreendo perfeitamente que eles vão defender ferozmente a sua necessidade. Atualmente o único paciente que eu trato e que beneficia-se do uso de órteses, sofre de síndrome pós-pólio. Sua perna esquerda é aproximadamente 7cm mais curta que a direita. Então ela anda com um suporte em todo o pé esquerdo, e isso a beneficia; ela o usa há décadas. Também tratou outra mulher que sofreu uma doença infantil que resultou em sua perna esquerda ser aproximadamente 5cm mais curta que a direita. Ela veio até mim por causa de dor no quadril e fadiga ao andar. A órtese em sua perna mais curta não apenas auxilia sua marcha, mas também diminuiu a dor em cerca de 50%, pelos muitos anos em que ela usou. Eventualmente, num período de 4 a 5 visitas, os seus desequilíbrios musculares foram corrigidos usando várias técnicas de medicina manual tais como terapia de trigger points, pontos de reflexo muscular e terapias nutricionais. As órteses só pioraram as coisas, então ela as removeu completamente. Obviamente, isso foi um grande passo para ela - que tinha usado por mais de 20 anos - e por causa da discrepância no comprimento das pernas. É claro que não fui capaz de igualar o comprimento de suas pernas, mas ao ajudar os músculos a adaptarem-se à maneira como o seu corpo é, ela foi capaz de livrar-se da dor pela primeira vez na vida sem o uso de órteses ou dispositivo de suporte de qualquer tipo.

Órteses não corrigem desequilíbrios musculares


Dr. Phil Maffetone discute e demonstra procedimentos apropriados de testes musculares em seu livro, "Complementary Sports Medicine". Quiropráticos, fisioterapeutas, treinadores atléticos e a maioria dos médicos são ensinados algumas formas de teste muscular durante sua educação. Infelizmente, isso não é ensinado apropriadamente e quando o terapeuta não aprende corretamente a testar um músculo (estudos mostram que a precisão aumenta muito após 5 anos), eles frequentemente não sabem o que fazer com a informação que recebem do testes. Eu estou em posição de dizer isso, pois meu consultório é próximo das Universidades Duke e da Carolina do Norte, e vejo fisioterapeutas e treinadores atléticos que graduaram-se nestas escolas e que percebem rapidamente que a sua educação em testes musculares deixa a desejar. Afinal de contas, um músculo inibido (um que está "fraco") não pode tornar-se facilitado ("fortalecido") por exercicio, que é o que se ensina à maioria. Eu discuto isso um pouco mais em meu artigo "Pare de alongar-se!”. Desequilíbrios musculares ocorrem devido a disfunções do sistema nervoso que podem ser resultado de lesão, dor, desequiíbrios nutricionais, disfunções de órgãos e outras questões de saúde, incluindo estresse em geral. Desequilíbrios musculares no pé vão causar desequilíbrios no pé e levar a um médico em geral considerar o uso de órteses para corrigir isso. Órteses podem (quando aplicadas corretamente) facilitar os músculos; vejo isso em meu consultório quando avalio um paciente com muitos desequilíbrios musculares e suas órteses foram feitas apropriadamente - elas ajudam. Mas o problema é que o uso continuado da órtese não permite que o corpo cure e corrija tais desequilíbrios e a órtese não endereça o motivo pelo qual o desequilíbrio existe em primeiro lugar. Remova a órtese, e o desequilíbrio se apresenta novamente. Isso não é saudável.

Tome uma disfunção muscular comum, do músculo tibial posterior. Este músculo suporta o arco principal do pé e é responsável pela pronação apropriada e estabilidade geral do pé. Em um indivíduo o tibial posterior pode ser inibido por causa de uma lesão local, que por si pode ser resultado de andar ou correr demasiado usando calçados inapropriados. Quando este músculo é lesionado, sintomas como fascite plantar e canelite podem ser o resultado, levando a talvez a prescrição de órteses. Como mostrei nos vídeos dos respectivos assuntos, tais lesões podem frequentemente ser tratadas com muito sucesso de maneiras mais naturais.

Um distúrbio da marcha é outra razão comum para que uma pessoa tenha desequilíbrios musculares e disfunções articulares e procure ajuda e órteses. Recentemente, vi um paciente que usava órteses porque tinha tido sintomas de fascite plantar muitos meses antes. Aqueles sintomas tinham sumido (as órteses o ajudaram a recuperar-se mais rápido), mas agora ele tinha dores no ombro quando jogava tênis. Tive que corrigir diversos desbalanços musculares em seu ombro lesionado usando terapias de medicina manual, mas curiosamente tive que corrigir ainda mais no pé que tinha tido a fascite meses antes. O problema do pé ainda existia e estava causando um distúrbio de marcha, mas as órteses estavam essencialmente escondendo o desequilíbrio e causando mais compensações em outras partes do corpo. O paciente removeu as órteses e tanto a lesão do ombro quanto a disfunção do é melhoraram rapidamente.

Em outra pessoa aquele tibial posterior poderia apresentar falha porque está sob muito estresse dietário (comer carboidratos refinados em excesso, por exemplo), e isso está causando a inibição do músculo. Carboidratos em excesso sabidamente causam inflamação no corpo, e esta pode impactar os músculos do pé resultando em dor e diagnósticos como tendinite, bursite ou fascite plantar. Esta é outra ocorrência comum que vejo em usuários de órteses. Suas dietas são frequentemente horrendas. Eles frequentemente consomem altos níveis de açúcar e outras comidas refinadas, bebidas diet, gorduras trans, e gorduras vegetais demais - vindas de óleo de milho, soja, canola, girassol e cártamo. Elas encontram-se em um pesadelo inflamatório e suas articulações, músculos e saúde estão todos sofrendo. Então elas precisam de suporte, e uma maneira é através de órteses. Uma vez que limpam a sua dieta, elas podem descartar as órteses também.

Órteses e "Suportes para o arco" não suportam o seu arco


Muitas pessoas usam órteses ou vários tipos de "suportes para o arco" porque elas tem pés chatos ou dor no arco plantar. Pés chatos são normais em uma criança que está começando a andar; à medida que ficam mais velhas, os tendões do pé se fortalecem e retesam para formar o arco longitudinal medial - frequentemente por volta dos 3 anos. Alguns nunca desenvolvem completamente o arco do pé, geralmente devido a calçados ruins. Muitos adultos tem o que aparenta ser um arco quando não estão suportando peso, mas o arco se achata ou fatiga-se quando eles ficam de pé devido à fraqueza de músculos, tendões e ligamentos no pé e parte inferior da perna.

O problema com as órteses e suportes de arco usados para tratar pés chatos, arcos caídos e pés doloridos é que eles não suportam o arco do pé onde ele realmente precisa ser suportado. Para suportar corretamente qualquer arco, como uma ponte sobre um rio ou o arco do pé, cada uma das pontas do vão deve ser suportanda. No caso do pé, o calcanhar e a frente do pé é que precisam de apoio, e não o espaço entre as pontas do arco.

Para realmente reforçar o pé inteiro e os arcos, é importante posicionar o pé corretamente o tempo inteiro. Isso significa que o calcanhar deveria estar inteiramente apoiado no chão, assim como  a frente do pé (pense em como se fica descalço - "zero desnível") e os dedos deveriam ser permitidos a se espalharem naturalmente para o suporte apropriado. Sapatos típicos com um calcanhar mais alto que a frente do pé e uma "caixa" (N.T.: frente do sapato, onde ficam os dedos) estreita só vão enfraquecer ainda mais o pé e o arco, especialmente com a adição de um suporte para o vão livre do arco - uma órtese. Mais sobre isso no meu site: Pés chatos – Causas, Prevenção, e Tratamento.

Disfunção por suporte de órtese


Pode-se ver, qualquer que seja o caso, que uma órtese não é o tratamento ideal - atacar a causa raiz é que é. Descobrir qual é a causa raiz e trabalhá-la pode às vezes tomar muito tempo, uma hora se não muito mais - é algo que nem todo médico tem disponível: tempo, energia ou habilidade para fazeê-lo, física ou mentalmente. Então muitos tem que recorrer às órteses. E para aqueles que praticam desta maneira e conseguem que uma pessoa ande, mova-se sem dor, então está bacana. Mas novamente, isso é tratar o sintoma e não a causa, e não está endereçando a saúde geral do paciente. O uso de órteses será temporário, para benefício real do paciente.

Órteses sempre vão suportar uma disfunção. Se eles estavam suportando uma função normal, então eles não seriam necessários porque a função seria restaurada. Eu não compreendo direito o termo "órtese funcional". Não há nada de funcional em se restringir o movimento. Se um desequilíbrio "parece" ser restaurado com uma órtese, é somente isso - uma aparência. Sim, eu sei que não é algo que qualquer médico queira ouvir e recebi muitas críticas por afirmar isso em uma conferência com centenas de quiropráticos, mas não consigo pensar em exceções. Sinta-se livre para comentar educadamente se você tiver uma exceção (eu recebi algumas baixarias de alguns médicos cujo sustento é baseado na prescrição de órteses). Mas mesmo no caso da minha paciente com síndrome pós-pólio, ambos percebemos que estávamos suportando a sua disfunção com a órtese. Para a maioria dos pacientes entretanto, a disfunção pode ser restaurada, mesmo que tenham tremendas dores no pé. Pode levar tempo para que se livrem de suas órteses, como se estivessem transicionando de um sapato tradicional para um sapato minimalista, mas à medida que a saúde em geral é restaurada, também o é a saúde do pé. .

Enderece seu problema - jogue fora as órteses


Então você pode ver que não há necessariamente qualquer exceção específica para o uso de uma órtese: é tudo muito individualizado e mesmo naquilo que alguns podem considerar necessidade extrema para uma órtese, talvez não seja. Tratar um indivíduo integralmente é uma arte perdida. É claro, todos os médicos querem dizer que tratam todos diferentemente e que cada caso é único. Mas quantos médicos avaliam o corpo inteiro toda vez ? Em outras palavras, quantos avaliam o estado dos hormônios de um indivíduo, de sua dieta, rotina de exercícios e sistema musculoesquelético completo quando investigam qualquer maior problema, que dirá disfunção no pé ? Quantos examinam a integridade de todas as articulações em cada membro e seu relacionamento com a aflição presente do pé ? Eu diria que muito, muito poucos. Isso toma muito tempo, um conhecimento extensivo do corpo inteiro, e habilidades de avaliação apropriadas - muitas das quais requerem testes musculares apropriados e outros parâmetros desafiadores - que é uma habilidade adquirida ao longo de anos, e uma que não é regularmente ensinada nas escolas de medicina - convencionais ou "alternativas". Os muitos "especialistas" no campo da medicina tipicamente falham em perceber o panorama integral de um paciente, incluindo os que prescrevem órteses cobertas pelo plano de saúde. Este é o conceito daquilo a que gosto de me referir como "cuidados de saúde sistêmicos" - o inter-relacionamento entre tudo no corpo e como cada órgão, músculo, osso, movimento, etc. está relacionado aos demais de alguma maneira. Em outras palavras, saúde ruim resulta em saúde ruim para os pés, que resulta na suposta necessidade de órteses. O que vem à mente é aquele comercial anti-maconha dos anos 1980. Este é o seu pé (ovo). Este é o seu pé com órteses (ovo sendo frito). Alguma dúvida ?

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3 comentários

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18 de novembro de 2014 12:40 ×

Interessante o artigo.
Principalmente porque utilizo órtese.
Com isso tive algumas dúvidas... O que seria "distúrbio de marcha"?

O meu caso é o mesmo do relato "Sua perna esquerda é aproximadamente 7cm mais curta que a direita. Então ela anda com um suporte em todo o pé esquerdo, e isso a beneficia", só que com uma diferença muito menor, possuo 11mm de diferença.

Algumas esperanças pairam no ar para mim, pois estou seguindo uma dieta paleo/low-carb e teoricamente estou rumo a uma 'desinflamação' do meu corpo, conforme descrito que "Carboidratos em excesso sabidamente causam inflamação no corpo, e esta pode impactar os músculos do pé resultando em dor e diagnósticos como tendinite, bursite ou fascite plantar".

Meu problema não é dor no pé. Tudo começou com dores na dorsal, praticando exercício na academia. Num primeiro momento, como fazia um exercício que exigia bastante, achei 'normal' a falha, por estar pegando pesado. Mas quando aconteceu a segunda vez, me preocupou, pois estava me aquecendo ainda e no transport. Ou seja, um exercício muito leve. A dor me travava e não consegui fazer mais nada, tinha que ir pra casa.

Começando a saga de saber o motivo, passei por médico que fez exatamente o que diz o artigo, não investigou. O primeiro simplesmente me passou remédios para a dor e, caso sentisse novamente, retornasse até o consultório. Óbvio que retornei e fui orientado a fazer um tipo de alongamento depois das atividades e fisioterapia, que consistia em infra-vermelho e aqueles choques de leve super chatos. Eram 10 seções, fiz apenas 7. Não via resultado.

Fui em outro ortopedista. Como não tinha parado com minhas atividades, ainda fazia algumas corridas de rua e uma delas foi a tal do "Desafio do Imperador" aqui no RJ que basicamente consistia em subir correndo as ruas que levam para a vista chinesa. A consulta era exatamente na segunda-feira após esta corria e ela acabou comigo, fiquei todo travado e com dores horríveis. Ao me examinar o médico falou logo: "Você está todo travado". Mandou eu parar com qualquer atividade física e me passou exames de raio-x (o que o outro médico não teve nem coragem de prescrever), onde primeiramente descobri uma escoliose. O exame mostrava que minha bacia era torta também, o que provavelmente o levou a prescrever um novo exame de raio-x (que não lembro o nome) onde foi descoberto a diferença entre membros. Consequentemente me prescreveu o uso de uma órtese e o artigo me fez refletir. Prescreveu RPG também, após este último diagnóstico. Me indicou alguns lugares e faço ginastica holística (uma espécie de RPG melhorado) e após as seções até que me sinto melhor. O caminhar com a órtese até que melhorou mesmo, ficou bem melhor. Mas minhas dores lombares é que continuam a mesma, até pioraram um pouco. A dorsal ainda "reclama" algumas vezes, não chega a travar como antes, mas também não é mais exigida. Nesse meio tempo cheguei a praticar natação e era o que me deixava bem relaxado e até sentia melhora, mas como meses atrás estávamos com aquele frio constante, aliado ao cloro e minha rinite alérgica, tinha dores de cabeça horríveis onde descobri que era decorrente de uma crise que estava se transformando em sinusite. Tive que parar de nadar também.

Na última consulta, pra levar a órtese para a sua avaliação, o indaguei sobre o retorno com atividades físicas e me autorizou. Chegou a argumentar que o ideal seria um trabalho mais específico e acompanhado de profissional habilitado, pois nas academias existe o fato de os professores/instrutores não serem atenciosos e/ou preocupados com cada aluno, mas como este tipo de serviço costuma ser caro disse que a alternativa deveria ser voltar para a academia mesmo. Praticar musculação de forma leve.

Enfim, o relato foi gigante, mas o intuito foi expor toda a história e, quem sabe, surgir alguma ajuda quanto ao que estou passando.

Ainda não voltei para academia, isso é projeto pro ano que vem.

Abraços, Hilton.
Obrigado pela atenção.

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Teimosia
admin
18 de novembro de 2014 15:16 ×

Eu me lembro que quando comecei a usar palmilhas, meus pés pararam de doer e os joelhos começaram. Depois, acho que se acomodaram e pararam também. Tempos depois, fui a um quiroprático (só para ver como era), e o cara me estalou todo - coluna, pescoço, ombros. Imediatamente, as dores no joelho voltaram :-(

Minha sugestão para você: enquanto não consegue voltar para a academia, tente trabalhar pelo menos grupos musculares que não te deixem dolorido. O gerenciamento do estresse agradece!

Comece com flexões, sei lá. Poucas por vez, faça e aguarde o dia seguinte. Avalie se valeu a pena. Quando voltei aos exercícios, estava saindo de um período de quase 2 anos sem exercício praticamente nenhum. Comecei fazendo 1 flexão, e hoje consigo fazer 50. O trabalho foi longo mas valeu a pena!

Quanto às minhas órteses, ainda é cedo para falar... Estou sem elas há quase 3 semanas agora. O calcanhar reclama um pouco, mas é provavelmente porque ainda não sei "andar direito", e continuo batendo o danado no chão - só que agora não tem mais amortecimento artificial...

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19 de novembro de 2014 10:49 ×

Pô, valeu pela dica.
Não estou tão assíduo, mas costumo fazer caminhadas de 30 minutos, no máximo, e coincidentemente as flexões sugeridas ao final, em casa.

Vou me esforçar e fazer com mais frequência.

Quanto ao joelho, eu nem lembrei de comentar, mas os meus doem também. Achei que fosse pela falta de exercício, mas pode ser por causa da órtese também.

Enfim, vamos ver o resultado futuramente.

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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