Não mais terminalmente doente

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.


Olá, Mark

Eu tive doença renal séria por toda a minha vida, apesar de não ter sido diagnosticada até os 26 anos de idade. Meus rins nunca cresceram apropriadamente devido a uma nefropatia de refluxo e desenvolvi outra doença dentro dos rins (Glomeruesclerose Segmentar e Focal - FSGS), que foi diagnosticada como terminal em 2011. Ao longo do caminho, eu desenvolvi problemas de tireóide, diabetes tipo 2 e asma. Tomava medicação para reduzir pressão alta, pois essa condição é muito séria para pacientes renais, e tinha começado a usar estatinas para reduzir colesterol e como uma droga preventiva comum para pacientes renais! Os efeitos colaterais de todas essas medicações estavam se tornando difíceis de conviver! Eu me sentia como se chocalhasse (cheia de comprimidos) se me movesse, e isso incomodava. Eu costuma ver uma instrutora de navegação em um centro especializado. Estava habituada a ser saudável e ativa, e agora uma caminhada de 2km era uma luta real.

Viver com doença renal era tudo que eu tinha conhecido, mas à medida que envelheci a dor e as infecções severas me fizeram ser hospitalizada cerca de 1 vez por mês ou mais, e junto com antibióticos preventivos, eu também recebia dosses maciças de antibióticos potentes intravenosamente ao menos 10 vezes por ano. Não me sentia muito bem, para ser honesta. E eu estava grande: 125kg.


Aos 46 anos eu tive o meu rim esquerdo extraído, quando percebemos que ele estava causando essas infecções horríveis. A operação correu mal, com o cirurgião começando com uma pequena incisão, errando o meu rim mal-formado e tentando remover o meu pâncreas, enquanto cortava uma artéria para o baço e tendo que abrir um corte de 40cm para conseguir resolver tudo. Eu sofri 9 transfusões de sangue nos primeiros 3 dias após a cirurgia. Fiquei no hospital por 1 mês e inicialmente estava insegura sobre se ia sobreviver.

Quando voltei para casa, levou cerca de 1 ano para me recuperar, apesar de eu não ter tido tantas infeções. Isso foi em 2010. Em 2011, eu recebi as notícias de que meu rim direito estava morrendo, que eu devia ir para casa e resolver meus assuntos. Afortunadamene, minha família e eu temos uma condição financeira boa e fomos aventureiros a maior parte de nossas vidas - então havia apenas poucas coisas "grandes" que podiam ser feitas com a minha saúde debilitada. Uma delas foi uma viagem aos EUA para ver a família e amigos (incluindo o Mickey Mouse) e uma viagem de trem de Omaha a São Francisco. Foi um grande verão para nós.

Em meados de 2013 eu fiquei progressivamente pior (como esperado) e diagnosticada também com doença no fígado. FOI A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU. EU ME RECUSEI a viver com doença hepática. Era demais para mim!

Eu tratei de me ocupar. Primeiro, cortei as estatinas contrariando o conselho médico, e isso resolveu todas as coceiras, caspa severa e eczema que eu tinha desenvolvido. Comecei a comer uma toranja por dia e isso abaixou o meu colesterol o suficiente para o meu médico ficar feliz.

A seguir eu cortei o trigo - isso resolveu a diarréia e até certo ponto, a sudorese noturna. Perdi um pouco de peso, o que foi um bônus bacana.

Finalmente eu cortei toda a comida processada - chamei isso de "me limpar"... mas então encontrei o seu website e levei realmente a sério. Desde 02 de agosto de 2013, nos tornamos primais e por volta de 10 de outubro o meu nefrologista estava tão excitado pela minha melhora que me disse que não podia vislumbrar a diálise sendo necessária nos próximos 2 anos, talvez nunca... de fato ele achou que eu posso chegar a ficar velha! Ele cortou minha medicação para pressão pela metade, cortou minha medicação para os rins, afirmou que eu não era mais diabética e cortou essa medicação também. Oba!

A doença hepática levou um pouco mais de tempo para limpar - eu estava esperando mais 6 semanas, mas por volta de 14 de novembro ela também tinha desaparecido e os resultados estavam na faixa normal. Completamente, indubitavelmente normal! Era uma delícia indescritível. Desde o início, perdi um total de 35kg e estou de volta às corridas/caminhadas, 4 ou mais horas por semana, levantando coisas pesadas (o meu corpo) 4 vezes por semana, por 10 minutos; e fazendo sprints uma vez por semana, por 10 minutos. Eu me exercito quando acho que devo. Eu como o que quero - apenas garanto que seja comida primal, boa e básica.

Ao longo dos anos eu tive um bocado de gente orando por mim, e posso dizer que Deus foi muito bom para mim. O maior resultado que tive foi a atitude da minha família. Meu marido está muito excitado por eu não estar mais terminantemente doente, mas em forma e ativa novamente, o que é bacana, mas NOSSOS FILHOS mudaram de verdade. Eles cuidavam "cuidar" de mim e agora eu estou adorando cuidar deles. Soube que as coisas tinham realmente mudado quando minha filha adolescente disse "Agora, mamãe, não apenas você estará aqui para fazer meu vestido de casamento, mas você poderá ver meus filhos".



Marg

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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