9 sinais de que você tem intestino permeável, e o que fazer para curá-lo

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

por Amy Myers

O intestino é o portão para a saúde. Se ele está saudável, as chances de que você esteja com boa saúde são maiores. Entretanto, há uma condição chamada "intestino permeável", que pode levar muitos problemas de saúde.

O que é o intestino permeável?

O intestino é naturalmente permeável a várias moléculas pequenas, para conseguir absorver nutrientes vitais. De fato, regular a permeabilidade intestinal é uma das funções mais básicas das células que compõem a parede intestinal. Em pessoas sensíveis, o glúten pode fazer com que as células liberem zonulina, uma proteína que pode quebrar as junções fortes do tecido intestinal. Outros fatores - tais como infecções, toxinas, estresse e idade - também podem fazer com que essas junções se desfaçam. Uma vez que as junções fortes se quebram, você tem um intestino permeável. Quando isso acontece, coisas como toxinas, micróbios, partículas de comida não-digeridas, entre outras, podem escapar dos intestinos e viajar pelo seu corpo via corrente sanguínea. O seu sistema imune marca estes "invasores alienígenas" como patógenos e os ataca. A resposta do sistema imune aos invasores pode aparecer sob forma de quaisquer dos 9 sinais abaixo, e sinaliza que você tem um intestino permeável.

O que causa o intestino permeável ?


Os principais culpados são as comidas, infecções e toxinas. Glúten é a causa número 1. Outras comidas inflamatórias como laticínios ou comidas tóxicas, como açúcar e álcool em excesso, são suspeitas também. As causas infecciosas mais comuns são o crescimento excessivo da cândida, parasitas intestinais e SIBO (Small Intestine Bacterial Overgrowth - Aumento Excessivo das Bactérias do Intestino Delgado). Toxinas vem sob forma de medicamentos, incluindo antiinflamatórios não-esteróides, esteróides, antibióticos e antiácidos. Eles também podem se apresentar sob forma de toxinas ambientais como mercúrio, pesticidas e bisfenol-A encontrado nos plásticos. Estresse e idade também contribuem para um intestino permeável. Se você sobre de quaisquer das condições a seguir, é provável que tenha um intestino permeável.

  1. Problemas digestivos como gás, inchaço, diarréia ou síndrome do intestino irritável (SII)
  2. Alergias sazonais ou asma
  3. Desequilíbrios hormonais como TPM ou SOP
  4. Diagnóstico de uma adoença autoimune como artrite reumatóide, tiroidite de Hashimoto, lupus, psoríase ou doença celíaca
  5. Diagnóstico de fadiga crônica ou fibromialgia.
  6. Problemas como depressão, ansiedade, TDA ou TDAH
  7. Problemas de pele como acne, rosácea ou eczema
  8. Diagnóstico de crescimento excessivo de cândida
  9. Alergias ou intolerâncias alimentares

Como se cura um intestino permeável ?


Na minha prática, todos os pacientes seguem a dieta que prescrevo, que remove as comidas tóxicas e inflamatórias por um certo período de tempo. Além disso, eu os faço seguir um programa 4R para curar seus intestinos. O programa funciona assim

1. Remover

Elimine o que é ruim. O objetivo é livrar-se de coisas que afetam negativamente o ambinente do trato gastrointestinal, tais como comidas tóxicas e inflamatórias, e infecções intestinais.

2. Substituir (N.T.: "Replace", no original)

Substitua pelo que é bom. Adicione novamente os ingredientes essenciais para uma digestão e absorção apropriadas, tais como enzimas digestivas, ácido hidroclorídrico e ácidos biliares.

3. Reinocular

É crítico restaurar as bactérias benéficas para reestabelecer um equilíbrio saudável de bactérias boas.

4. Reparar

É essencial prover os nutrientes necessários para ajudar intestino a se reparar. Um dos meus suplementos favoritos é a L-glutamina, um aminoácido que ajuda a rejuvenescer o revestimento da parede intestinal. 

Se você ainda tiver sintomas depois das recomendações acima, eu recomendaria encontrar um médico functional para te ajudar, e solicitar um exame de fezes profundo.

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4 comentários

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14 de agosto de 2014 09:44 ×

Tenho apresentado ao menos 3 desses sintomas mesmo depois de ter começado o low carb, na realidade, sinto como se tivesse dado uma piorada. Não sei muito o que fazer a respeito... Eliminei também as oleaginosas e nada. Insisti para que meu endocrinologista pedisse um exame de fezes e ele acabou pedindo um de rotina. Vou fazê-lo na próxima semana e ver no que dá...

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Kittsu
admin
14 de agosto de 2014 22:02 ×

candidiase sistêmica ou coisa do tipo, talvez? e outra: o tratamento é longo, de três a seis meses pra ver melhora, pelo que li a respeito.
dê uma reforçada nos pré e pró bióticos (iorgutes e amidos resistentes). corte os embutidos e produtos industrializados (mortadelas, salames, lanches prontos).

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19 de agosto de 2014 08:49 ×

Nunca ouvi falar, mas é bem capaz. Meus sintomas surgiram após uma infecção urinaria ocasionada por candida no ano passado. nunca li nada a respeito de candidíase sistêmica, como é o tratamento?

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2 de janeiro de 2015 23:18 ×

Embora tenha melhorado bastante depois de começar a paleo, alguns destes sintomas continuavam, mas praticamente desapareceram quando adicionei o amido resistente à minha dieta, e hoje a combinação de paleo lowcarb e amido resistente parece ser a melhor para mim. Aconselho tentar.

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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