Eu me libertei da pressa, dos “projetos verão” inatingíveis, das dietas da moda.

Eu tenho dois filhos, um de sete e um de nove anos. Dois meninos lindos (claro que acho, sou a mãe, né?). Um dia, brincando com eles, percebi que eu não tinha fôlego para acompanhá-los. Percebi que eu era uma mãe meio chata, quadrada, que não corria atrás da bola na praia. Eu também não tinha disposição para caminhar por um parque, pedalar pelo bairro, jogar peteca, pular amarelinha. Parece bobo para você? Pois para mim foi um tapa. Eu me senti péssima.

Sempre briguei com a balança, desde a adolescência. Fiz mil dietas, tomei remédios, entrei e saí de academias. Engordava, emagrecia... Nunca consegui um resultado duradouro. Nesse dia do tapa, eu entendi o porquê: eu não tinha uma motivação real para emagrecer. Eu queria ficar mais atraente, caber em um biquíni... mas não tinha um motivo realmente forte, um desejo real dentro de mim. Ah, mas depois do tapa, isso mudou.

Eu queria, ou melhor, eu quero, acompanhar todas as etapas da vida dos meus filhos. Eu quero ter saúde e disposição para viver a vida da melhor forma, praticar atividades físicas (e não ver a vida passar sentada no sofá). Eu quero longevidade, envelhecer bem, forte, saudável. Quero ser uma vovó disposta daqui alguns (muitos) anos. Ah, e é claro que eu quero me sentir mais atraente e entrar naquele biquíni.

No momento que eu tive a motivação certa, veio a libertação: eu me libertei das pílulas, chás, tratamentos estéticos mirabolantes, creminhos redutores, ervas, raízes, e todo tipo de balela que nos vendem para emagrecer. Eu me libertei da pressa, dos “projetos verão” inatingíveis, das dietas da moda.

O primeiro passo foi a Motivação, e o segundo, a Decisão. Literalmente de um dia para o outro, eu mudei minha forma de me alimentar e de me movimentar.

O início foi sem acompanhamento profissional. Eu comecei a ler, estudar, buscar em livros e na internet as opções mais saudáveis de alimentação, e logo me apaixonei pelo conceito de “comida de verdade”. Demorou para eu conhecer a paleo lowcarb, mas desde o início eu reduzi os industrializados. Troquei o pão pela batata doce. O chocolate pelas frutas. Os salgadinhos pelas castanhas. Eliminei o refrigerante e sucos de caixinha. Eu já era meio paleo e não sabia. Comecei a praticar exercícios com regularidade – foi nesta época que conheci a Zumba.

Em 6 meses eliminei 12kg e mudei minha vida. Mas claro que era só o começo, já que a meta era eliminar 20 a 22kg. Nessa época eu ainda “grilava” com a balança. E então, comecei a musculação – que hoje é uma das minhas maiores paixões. Mudei meu corpo, ganhei músculos, mas o peso estacionou por um bom tempo – o que é natural, já que eu estava ganhando massa magra. E nessa mesma época, em que eu andava desapontada com a balança, conheci a alimentação paleo lowcarb. De novo mudei minha vida. Foram mais 3kg, só que agora com músculos e um corpo muito diferente.

Atualmente estou enfrentando o famoso platô lowcarb, e resolvi procurar uma nutricionista para me ajudar. Hoje sigo uma dieta e protocolo de jejum intermitente prescritos por uma profissional. Já vejo as primeiras mudanças. 

Ah, e antes que você pergunte, SIM! Sempre pedalo pelo bairro com meus filhos, às vezes caminhamos em algum parque ou subimos o Morro do Moreno (um lindo lugar para conhecer aqui em Vila Velha), jogamos peteca e eu sou fera na amarelinha! ;)



Carla

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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