Schmaltz

Alguns dias atrás, ao preparar as carnes da quinzena, assei 2kg de asas de frango (temperadas com babaçu, limão, sálvia e orégano). Ao final, eu recolhi a gordura que sobrou e guardei para fazer ovos mexidos mais tarde.



O que eu não sabia, e que um seguidor do Instagram me disse (obrigado, @flaviobaran!) é que o nome dessa gordura recolhida é "schmaltz". 

Fui pesquisar, e vi que é uma palavra iídiche que significa literalmente "gordura de animais" (especificamente, de aves). É muito utilizada na culinária judaica ashkenazi, por não sofrer a limitação da banha de porco (que não pode ser consumida), da manteiga (que pelo que entendi, não pode ser usada para preparar carnes pela proibição de consumir carne e leite no mesmo prato) e da gordura de boi (que podia ser economicamente inviável na Europa e que em sua maioria não obedece às leis de consumo judaicas).

Só sei que recolhi um potinho, e o cheiro do negócio é coisa de outro mundo. No fundo ainda ficaram pedacinhos crocantes de pele. Coisa de louco.

Algo que percebi foi que o ponto de fusão da gordura de aves é bem mais baixo que o da banha de porco, provavelmente por conter menos gordura saturada (banha tem 42% de saturada, enquanto o schmaltz tem 30%). Eu deixo o pote de banha fora da geladeira, e ela fica levemente mais mole. Já o schmaltz é líquido à temperatura ambiente (ok, BH tem estado razoavelmente quente esses dias).

Ontem resolvi fazer alho-poró refogado com schmaltz e chimichurri. O cheiro do negócio ficou tão sensacional que acabei me esquecendo de tirar foto do prato pronto. Comemos tudo e não teve nem repeteco :-)






Se você tiver a chance de assar grandes quantidades de partes gordas de frango, não deixe de recolher a gordura que sai - ela vale ouro :-D

Que tal fazer parte da lista de emails do Paleodiário e receber uma versão em alta resolução da Tabela Periódica de Alimentos Paleo?

Recomendado para você

Thanks for your comment

Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

Visualizações

Seguidores