Sou um ser humano passível de erros, e com muita vontade de acertar

A maioria dos depoimentos sobre emagrecimento que leio cita que a pessoa sempre sofreu com o peso... E o meu caso não é nem um pouco diferente!


Me chamo Ana Paula, tenho 32 e sou de Santos/SP, e sempre fui 'a gordinha' da turma. Venho de uma família italiana, e com tendência para engordar. Na infância tive milhares de apelidos, mas sempre consegui lidar muito bem com eles. Já na adolescência comecei a me incomodar com o peso! Via minhas amigas de biquíni, e às vezes sentia vergonha do meu corpo, mas também nunca fiz grandes coisas pra mudar isso. Me matriculava em academias, frequentava por pouco tempo e desistia, não conhecia nada de alimentação, tinha até frescura para comer algumas coisas e era maníaca por doces e massas (a combinação perfeita para o sobrepeso). 

Quando cheguei aos 20 anos, comecei a realmente me preocupar com isso. Virei leitora assídua de revistas de dieta, e achava a dieta dos pontos a melhor do mundo. Ela me permitia comer no McDonalds, mesmo passando fome pelo resto do dia, me permitia comer doce e depois não poder comer mais nada.

Até que a sibutramina apareceu na minha vida. Pronto, aí ficou tudo perfeito. O remédio tirava minha fome e vontade por doces, e a dieta poderia ser seguida sem muitas preocupações. Nem os pontos eu contava mais! 

Cheguei aos 58kg, fiquei magra, me achava magra. E mesmo depois que parei de tomar o remédio consegui manter essa 'vida magra' por alguns anos. Comia muito pouco, porque morava sozinha e tinha preguiça de cozinhar ou comprar comida. Ganhei alguns quilos ao longo dos anos, mas nada muito perceptível.



Em 2012 me mudei para São Paulo, a capital da gastronomia; o lugar onde você pode comer muito bem sempre que quiser – e comecei a trabalhar em uma multinacional do ramo alimentício. Pronto, foi tudo que eu precisava para engordar, engordar. Comia salgadinhos, tomava achocolatado pronto, e quando achava que tinha engordado passava a semana comendo barrinha de cereais. 

Nessa fase da vida conheci a dieta Dukan, dos 17 Dias... Mas nenhuma durava mais de 2 semanas. Seguir roteiros realmente não funcionava comigo, eu simplesmente falhava. 

O tempo passou, eu mudei de empresa em 2013, e continuei me alimentando mal, jantava pizza todos os dias (muita praticidade para quem mora sozinha). Até que, eu julho de 2014, em uma comemoração dos aniversariantes do mês da empresa, tiraram uma foto minha que me fez vez o quanto eu estava gorda. Depois de ver essa foto fui me pesar, e a balança marcava 86kg. Nunca tinha chegado nesse peso, tenho 1,63 metros, estava na faixa da obesidade. Naquele dia eu decidi emagrecer, não podia seguir por aquele caminho pra sempre.

Nessa mesma época, uma grande amiga minha e estudante de nutrição começou a postar no seu Instagram fotos de pratos e textos sobre a dieta paleo/low-carb. Comecei a me interessar, cheguei no blog do lindo Dr.Souto, no Primal Brasil e aqui no Paleodiário. Li alguns livros, acompanhei hashtags de fotos no Instagram, entrei de cabeça no mundo paleo. Cortei industrializamos, refinados, carboidratos, açúcares e bebidas alcoólicas. Nos 3 primeiros meses mantive o foco e fui bastante 'correta' na dieta. Nesse primeiro momento perdi 17kg, e me sentia absurdamente bem! Voltei aos poucos a ingerir bebidas alcoólicas eventualmente, e com isso a perda de peso também diminuiu um pouco.



Continuei seguindo a paleo, indicava os blogs que acompanhava para quem me perguntava e sempre deixava muito claro que as pessoas precisavam ler muito e entender o que a dieta, que nessa fase já tinha se tornado um estilo de vida, te proporcionava e não simplesmente o que você podia ou não podia comer. 

Até que em junho de 2015 passei por alguns problemas pessoais e 'desandei' um pouco, tirei literalmente o pé do freio... Me separei, voltei para casa dos meus pais, fui transferida na empresa, e a alimentação acabou sendo deixada de lado!



Até que após as minhas férias, em março de 2016 eu percebi que aquele estilo de vida que eu havia conhecido, aquela maneira de me alimentar e entender o poder da comida de verdade no meu corpo tinha que voltar. E voltei pra paleo pesando 76kg! Conheci o jejum intermitente e passei a praticá-lo no protocolo 16/8. Entrei em um grupo paleo no WhatsApp, e comecei a dividir minha alegrias, conhecimentos e deslizes. O 'Caverna Paleo' foi essencial nessa minha retomada.

Hoje, pela primeira vez em anos, cheguei aos 64kg, ainda quero perder mais uns 5... Mas a qualidade de vida que venho ganhando, tudo que aprendi e aprendo sobre os alimentos e o poder que eles podem exercer no meu corpo, me faz manter o foco e seguir sempre em frente. Assumo que tenho meus momentos, momentos que quero beber uma cerveja, que quero comer um doce. E sei que ainda preciso incluir exercícios físicos, é algo que nunca tive hábito e tenho bastante falta de vontade. Mas sou um ser humano passível de erros, e com muita vontade de acertar. 



Hoje em dia, sempre que me perguntam se já não tá bom, se eu já não emagreci o suficiente, respondo em tom de brincadeira que uma gordinha faz dieta pra sempre... Mas no fundo eu sei que vou continuar me alimentando dessa forma, porque é esse o estilo de vida que eu escolhi pra mim. Não é só para vestir 38 ou P, é para me sentir bem, saudável e cada dia melhor!

Ana Paula




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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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