Minha mãe está mais disposta e feliz

Olá, pessoal

Meu nome é Íris Oriques, e sou acadêmica do 6º ano de Medicina (me formo no final de 2016). Em fevereiro deste ano minha mãe de 55 anos, diabética não-controlada há 9 anos, hipertensa há 5 anos, sedentária a vida inteira, infartou. 

Foi um infarto grave, de toda parede anterior do coração, necessitando de angioplastia urgente. Foi necessário protocolo de insulina em bomba para controlar a glicemia dela durante o período de internação. Já em casa procuramos acompanhamento médico com cardiologista, endocrinologista e nutricionista. Tomando muitos remédios pro coração, realizando insulinoterapia com Lantus e Lispro para controle glicêmico, e mesmo assim a glicemia dela não baixava da casa dos 200. 

Ela fazia dieta com a nutricionista que prescreveu uma dieta "convencional" composta de 70% de carboidratos "complexos", pouca gordura e pouca quantidade de proteína além de comer de 3 em 3 horas religiosamente. Essa dieta a deixava extremamente ansiosa e triste porque: ela seguiu por 2 meses sem conseguir perder peso, e as glicemias ainda estavam nas alturas. 

Sou adepta de uma vida saudável, gosto muito de endocrinologia e nutrologia. Preocupada com minha mãe, fui estudar melhor sobre a dieta paleolítica low-carb. Li e reli todo o blog do Dr. Souto, li o livro do Gary Taubes, devorei informações que contradiziam basicamente tudo que aprendi durante toda a faculdade, mas que nunca tinham feito tanto sentido para mim. Em abril, mostrei à minha mãe os artigos e expliquei sobre low-carb. Ela aceitou fazer a dieta, mesmo pensando "Como assim, comer gordura? Minhas artérias estão estupidas, vão entupir mais". 

Ela seguiu a dieta e minhas orientações por 15 dias; minha família estava um pouco receosa, pensando que eu estava "matando minha mãe pós-infartada", mas acreditaram em mim e em poucos dias as glicemias começaram a baixar drasticamente – ela se sentindo satisfeita. Procurei uma nutricionista que seguisse a linha paleo/low-carb e encontrei a Dra. Milene Kern no site do Dr. Souto. 

Em 2 meses de dieta low-carb, minha mãe baixou a Hemoglobina Glicada em Março de 8,7% para 6,1% em Junho (valor alvo é < 7%). Foi de 98cm para 87cm de cintura, perdeu 6kg somente com dieta, sem exerícios (espera a liberação do cardio).

Ecocardiograma internada com fração de ejeção de 34% (insuficiência cardíaca grave) para ecocardio de agora com fração de ejeção de 64% (normal).

E acima de tudo isso, minha mãe está mais disposta e feliz.

Decidi dividir minha história e da minha mãe com vocês porque acredito na propagação do conhecimento e de uma medicina alternativa que não é baseada somente em medicamentos. Acredito no poder da alimentação e do exercício físico/esportes. 

Deixo aqui meu agradecimento a querida Milene Kern que está acompanhando minha mãe e ao Dr Jose Carlos Stumpf Souto que me oportunizou enxergar além do horizonte.

Íris








E você, quer contar a sua história e ajudar a inspirar mais pessoas ? Se sim, escreva um texto, junte umas fotos e mande para paleodiario@gmail.com

Recomendado para você

Thanks for your comment

Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

Visualizações

Seguidores