Quero ter saúde para ver minha filha crescer e ser alguém

Comecei a engordar quando tinha uns 9 anos, e de lá pra cá sempre travei essa briga com a balança. Quando me casei aos 17 anos a balança marcava 90kg. 1 ano depois, quando engravidei já estava com 100kg.

Durante os anos de casamento tive altos e baixos, mas sempre me mantive com 3 dígito. Fazia algum regime e logo desistia – e engordava de novo. Quando o casamento chegou ao fim, cheguei a perder algum peso, mas mesmo assim me mantive acima dos 100 (nessa altura já não me pesava mais).

Passado um ano e meio comecei a namorar, resolvemos morar juntos, e voltei a relaxar novamente. Ele por sinal cozinha muito bem, e eu comia muito bem, então unimos o útil ao agradável.

Em junho do ano passado (2015) passando pela farmácia, resolvi subir na balança, quase desmaiei: a balança marcou 133kg, um peso que eu jamais imaginei alcançar. Foi um baque, foi uma vergonha dizer ao meu marido e à minha filha esse peso. Cheguei em casa e chorei muito... e decidi que tudo ia mudar.

Comecei como todo mundo: uma dieta com restrição calórica, cortei o refrigerante, que eu bebia todos os dias; cheguei até a "contar pontos"; baixar aplicativos no celular que marcavam a quantidade de calorias ingeridas, e assim foi por 2 meses. Percebi que mesmo perdendo quase 10kg nesses 2 meses, minha azia e mal-estar persistiam – então fui pesquisar e comecei a ler sobre o glúten. Vendo que ele podia sim trazer alguns malefícios, resolvi cortar os pãezinhos e as massas em geral, tanto brancas quanto integrais. Mas não parei por aí, continuei a pesquisar.

Foi quando olhando no YouTube achei um vídeo da nutricionista Lara Nesteruk, no programa de TV Você Bonita. Fiquei encantada na hora, super didática, sem segredos nem contas mirabolantes. A partir daí fui pesquisar, assisti vídeos, li os artigos no blog do Dr. Souto, li livros e passei a acompanhar todos que falavam sobre o assunto low-carb.

Confesso que no começo fiquei com medo: ingerir gorduras sem medo, poder incluir um queijo amarelo às vezes, poder comer meu sagrado churrasquinho aos domingos sem a neura de tirar todas as gordurinhas da carne. Foi mágico, senti que eu e esse estilo de vida fomos feitos um para o outro, Me adaptei super bem, e a partir disso a perda de peso veio de brinde. Após 5 meses resolvi entrar na academia, e peguei gosto: de sedentária que se entupia de doces, massas e refri, passei a comer legumes e verduras (que detestava), a fazer a maioria da minha comida do zero, com o minimo de industrializados possível e a me exercitar diariamente. E foi assim, cortei tudo da noite para o dia, sem dó: sabia que cortar aos poucos não adiantaria para mim.

O apoio da minha família foi muito importante. Meu marido continuou a cozinhar, mas cozinha tudo dentro do que eu posso comer, meus pais e irmãos também sempre me apoiando, e tudo isso eu fiz pela minha filha. Quero ter saúde para vê-la crescer e ser alguém. E o estilo de vida low-carb está me proporcionando saúde de sobra, disposição e auto-estima.

Já se foram 45kg. Ainda falta mas não desisto, estou na luta sempre.

Sempre tive muito medo de fazer 30 anos, e agora depois de tudo isso, vou acabar chegando aos 30, melhor do que cheguei aos 20.

A vontade de contar para todo mundo que low-carb/paleo funciona e que a mídia aterroriza as pessoas apenas por interesse financeiro é tanta que resolvi compartilhar nas redes sociais, as minhas refeições, receitas e dicas.

Não é moda é estilo de vida, simples assim.



Jamila

Intagram: @milla.lchf



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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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