ITIS - É a Insulina, Estúpido (parte 1 de 8)

Artigo traduzido por Juliana Whately. O original está aqui.

por Amy Berger.


Como você pode imaginar, eu gasto muito tempo educando-me sobre saúde, nutrição e alimentos. Quer esteja lendo jornais na literatura científica e médica, acompanhando os posts de blogueiros inteligentes, ou aprendendo mais sobre anatomia e fisiologia humana, uma boa parte da minha semana é dedicada a garantir que, como nutricionista e blogueira, eu sei o que eu estou falando e eu forneço informações confiáveis a meus clientes e leitores. Há muita discussão e rediscussão de notícia velha neste campo e você não consegue andar um quilômetro sem esbarrar em um cachorro morto que foi chutado mais e mais e mais uma vez. Portanto, não é sempre que surge algo que realmente me surpreende. (Como isso. Eu ainda estou fascinada.) De vez em quando, algo que é realmente muito simples, e que deveria ser totalmente óbvio, surpreende-me, mesmo porque isso me faz pensar sobre as coisas de maneiras que eu nunca tinha considerado antes.

Com a ajuda de algumas pessoas muito legais no mundo low-carb, high-fat (LCHF), eu fui introduzida a um novo conceito novo - bem, novo para mim, mas certamente não é nada "novo" - e eu gostaria de compartilhar com você. Há muito para falar, mas o tema geral se resume a isto: concentrando-se quase exclusivamente na glicose sanguínea, as profissões médicas e nutricionais têm deixado de lado um problema muito maior, muito mais insidioso: a insulina.

Como você sabe, a glicose e a insulina no sangue estão intimamente relacionadas. É difícil discutir uma sem a outra. Mas quando foi a última vez que nos seus exames de sangue foi incluída uma medida de seus níveis de insulina? Alguma vez você já teve um médico que olhou para qualquer coisa além da sua glicemia em jejum e talvez a sua A1c se estava preocupado com a sua gestão de açúcar no sangue? (Não importa que a A1c não esteja ainda incluído em um exame de sangue típico. Muitas vezes é preciso solicitá-lo especificamente.) Se você já foi vítima fez um teste de tolerância à glicose oral (OGTT), seu médico mediu os níveis de insulina ou apenas a sua glicose no sangue?

Com um foco único em glicose, glicose, glicose, temos nos distraído do que está realmente dirigindo o navio na diabetes tipo 2 (DM2), síndrome metabólica, doença de Alzheimer e muitas mais condições que vamos explorar em detalhe na parte 2 desta série. Assim, o título deste post.

Uma Nova Perspectiva Redescoberta


O sufixo "-itis" é usado para indicar a inflamação. Artrite? A inflamação das articulações. Amidalite? Inflamação das amígdalas. Bronquite? Inflamação dos brônquios. Você entendeu o meu ponto. Mas aqui, vamos usar ITIS como uma abreviação para nos manter fundamentados no assunto em mãos: é a insulina, estúpido. (Em inglês - It's The Insulin, Stupid).

O médico brilhante que merece crédito por este despertar para a importância da insulina sobre a glicose, é o Joseph Kraft. Estou convencida de que o Dr. Kraft é digno de um lugar na lista cada vez maior de pioneiros de saúde e nutrição que estavam muito à frente de seu tempo e que eram inteligentes, perspicazes e corajosos o suficiente para ver as coisas de uma perspectiva bastante diferente da de seus colegas e a sabedoria predominante do seu tempo. Essas pessoas - todas as quais são/eram MDs ou PhDs - foram escarnecidas, ridicularizadas, desprezadas e foram motivo de piadas, seja no meio acadêmico, na indústria, na medicina ou aos olhos do público, mas o trabalho deles já foi suportado mais de uma vez: John Yudkin, Robert Atkins, Gerald Reaven, Mary Enig, Fred Kummerow, Otto Warburg, e Thomas Seyfried. E esses são apenas os que eu consegui lembrar de bate-pronto!

Então sim. Dr. Kraft viu algo acontecendo entre os milhares e milhares de pacientes e participantes do estudo. O que viu foi algo diferente do que os outros estavam vendo, principalmente porque eles não estavam olhando para ele. O que viu foi algo grande.

Antes de falarmos sobre o que, exatamente, o Dr. Kraft viu, eu gostaria de dar crédito onde o crédito é devido e expressar os meus sinceros agradecimentos a Ivor Cummins, o homem por trás do blog pouco conhecido e ridiculamente subvalorizado, The Fat Emperor (O Imperador Gordo). Ivor tropeçou sobre o trabalho do Dr. Kraft’s há um tempo e tem compartilhado suas mensagens críticas por toda parte. (Eu sinto como se Ivor estivesse no comando do Titanic e pode ver o iceberg muito à frente do tempo. Ele está agitando os braços e gritando como um louco pro capitão desviar o barco, mas todo mundo está muito ocupado festejando para notá-lo. O mundo industrializado está afundando para o fundo do oceano quando se trata de aconselhamento dietético desastroso, mas nunca é tarde demais. Talvez, apenas talvez, compartilhando esta informação tanto quanto nós pudermos, nós conseguiremos colocar em algumas pessoas - e médicos! - alguns coletes salva-vidas.) Além disso, se não me engano, Ivor encontrou este material do Kraft via Grant Schofield, um professor de saúde pública da Nova Zelândia, que tem tentado passar a mensagem do Dr. Kraft para frente desde 2013.

Ivor é o único que está liderando o renascimento de descobertas do Dr. Kraft, mas ele contou com a ajuda de dois MDs amigos da LCHF e cetogênica: Theodore Naiman, que tem sua clínica em Seattle, e Jeffry Gerber, conhecido como “Denver’s Diet Doctor”. Ele também tem brilhado, merecidamente, no trabalho do Dr. Kenneth Brookler, que foi um dos primeiros médicos a reconhecer a importância do trabalho do Kraft. (Mais sobre ele na parte 2.)

OK. Agora que passamos pelas preliminares, vamos saltar para dentro.

Vamos começar com a idéia-chave e, em seguida, dividi-la em detalhes.

A maneira como o diabetes tipo 2 (DM2) é tipicamente diagnosticado significa que vários milhares, se não vários milhões, de pessoas com intolerância severa aos carboidratos passam pelo radar


O DM2 é tipicamente diagnosticado através de uma combinação de elevada glicose em jejum, hemoglobina A1c elevada e "fracasso" com a administração de um OGTT. E ninguém diria que níveis cronicamente elevados de glicose e um elevado A1c não indicam um estado diabético. Mas não é só isso, gente.

Como poderiam milhões de pessoas com perfis diabéticos passarem sem serem percebidos? Com todas as nossas ferramentas super chiques - isso sem falar das empresas farmacêuticas tentando aumentar a sua base de clientes e medicar tantas pessoas quanto humanamente possível [para melhor ou pior], como é que tantos podem ser des-diagnosticados ou não-diagnosticados? Bem, funciona assim:

Em muitos casos, A1c e glicose no sangue em jejum são as últimas coisas a subir. Se a sua A1c e glicose em jejum estão elevados, então o seu pâncreas está fazendo horas extras por um tempo, provavelmente ​​anos, mas muito possivelmente por décadas. Veja, a glicose em jejum só estará elevada após uma quantidade significativa de tecidos do seu corpo já serem resistentes à insulina. Se eles não fossem resistentes à insulina - isto é, se eles fossem sensíveis à presença de insulina, então a glicose em jejum não estaria alta. As células responderiam à insulina, absorvendo a glicose em tempo hábil. Isso manteria a sua A1c na faixa normal também, uma vez que entendemos A1c como sendo um indicador geral de sua glicemia média durante os últimos 3-4 meses. Então, se esses números estão altos, as células já perderam a capacidade de responder eficazmente à insulina.

Quando se trata de identificar diabéticos, pré-diabéticos e aqueles em risco de desenvolver diabetes no futuro próximo, a coisa que o Dr. Kraft encontrou - e que mais ninguém parecia se importar muito - é que É A INSULINA, ESTÚPIDO. Kraft administrou mais de 10.000 testes de tolerância oral à glicose, mas além de medir glicose no sangue, ele mediu os níveis de insulina também. E, em vez de fazer o OGTT padrão, que termina depois de apenas 2 horas, o Dr. Kraft estendeu os testes durante horas. Isto permitiu-lhe ver quanto tempo levou para os níveis de glicose e insulina das pessoas voltarem ao normal. Este é um negócio muito maior do que pode parecer.

O que Kraft descobriu foi tão surpreendente, mas tão simples e tão lógico, que ele acabou escrevendo um livro sobre isso. (Um livro que praticamente ninguém nunca tinha ouvido falar até Ivor começar a divulgar tudo isso. Eu não li ainda, mas você pode apostar que eu farei um review dele quando eu ler.)


Não, sério mesmo, é a insulina


Aqui está a essência do que ele descobriu: algumas pessoas vão fazer um OGTT e os seus níveis de glicose e insulina estão apenas levemente alterados. Ótimo! Sem problemas. No entanto, esses ninjas metabólicos são apenas uma minoria muito, muito pequena da população. A maioria das pessoas que Kraft testou era hiperinsulinêmica em algum grau, mesmo que sua glicose no sangue estivesse "normal". Aqui está como isso funciona: ao longo do OGTT com ensaio de insulina, Kraft foi capaz de ver que a glicose no sangue de milhares de pessoas voltou aos níveis normais rapidamente apenas por causa da insulina perigosamente elevada. Como seus testes foram por 5 horas, em vez de 2, Kraft pôde ver que havia alguns diferentes padrões subjacentes a esse fenômeno, mas todos eles indicavam insulina anormalmente elevada.

Dr. Naiman reuniu alguns gráficos úteis que ilustram os conceitos básicos. Ele me deu permissão para reproduzi-los aqui, então podemos falar sobre o que esses padrões significam:


  • Padrão 1: Este é o ninja metabólico citado acima. Em resposta a uma carga de carboidratos, o nível de insulina sobe rapidamente, mas moderadamente, e desce de forma relativamente rápida. Cerca de 3 horas depois, eles estão de volta à linha de base.
  • Padrão 2: Em resposta a uma carga de carboidratos, o nível de insulina aumenta rapidamente, e eleva-se mais do que nas pessoas "normais" do padrão de 1. E além de apenas aumentar mais, também leva mais tempo para voltar, não retornando para a linha de base até cerca de 4-5 horas depois. A insulina é elevada mais do que o normal e mantém-se elevada durante um período prolongado de tempo. Este padrão indica hiperinsulinemia.
  • Padrão 3: Em resposta a uma carga de carboidratos, a insulina aumenta ainda mais do que o exemplo já hiperinsulinêmico do padrão 2, mas atinge o seu pico mais tarde. Este é um pico com atraso e leva ainda mais tempo para voltar à linha de base. (E não se esqueça que a insulina basal dessa pessoa é realmente elevada de qualquer maneira, já que seu "normal" é maior do que uma pessoa é saudável.) Logo este padrão também representa hiperinsulinemia, mas é ainda pior do padrão 2.
  • Padrão 4: Neste padrão, o nível de insulina basal já é dramaticamente elevado. As células desta pessoa estão repletas de insulina o tempo todo e não apenas em resposta a uma carga de carboidratos. Após consumir mais carboidratos, o nível de insulina desta pessoa vai ao céu, leva um tempo muito longo para voltar e, mesmo quando ele finalmente abaixa, só vai até a linha de base, que, como eu disse, é anormalmente elevada. Esta pessoa está - para usar o termo científico - nas profundezas da hiperinsulinemia.
Na verdade, todos os três padrões que indicam hiperinsulinemia estão nas profundezas; a única diferença é o quão profundo.

Qual é o padrão 5? Boa pergunta. No padrão 5, há muito pouca insulina no sangue e, mesmo depois de uma carga de carboidratos, o nível de insulina mal se altera. Isto sugere diabetes tipo-1, que NÃO É O QUE EU ESTOU FALANDO AQUI. Por favor, saibam que quando eu digo "diabetes" em todo o post, eu me refiro apenas ao tipo 2.

OK. Voltando para os padrões 2-4. Usando a hiperinsulinemia como uma assinatura que define, Dr. Kraft chamou todas estas respostas perturbadoras de "diabetes ocultas" ou diabetes in situ. (Em Português: Diabetes escondida. Podemos também pensar nele como diabetes fabricada sob a superfície. Não é o mesmo que "pré-diabetes", uma vez que o diagnóstico requer glicose no sangue já ligeiramente elevada. Isto é como pré-pré-diabetes.) Segundo os dados do Dr. Kraft’s data (graciosamente providenciados pelo Ivor), 8138 pessoas, de 10.829 - isto é mais de 75% - com um OGTT normal, exibiram um dos padrões hiperinsulinêmicos. Além disso, 93% do total 10829 tinham glicose em jejum normal. Você vê o problema aqui? Extrapolando estes números para a população como um todo, quando usam glicemia em jejum e um OGTT para diagnosticar diabetes, perdemos milhões de pessoas que têm diabetes in situ. Dos 10.829 sujeitos testados por Kraft através dos anos, apenas 2.223 (20%) com um OGTT normal, exibiram o padrão 1/resposta ninja metabólica. Vinte por cento. Um quinto. Isso significa que aproximadamente quatro quintos (80%!!) da população tem algum grau de hiperinsulinemia ou diabetes in situ. Quatro em cada cinco pessoas! (Menos uns poucos que têm diabetes tipo 1). Eles são diabéticos; é apenas graças à insulina elevada prolongada que os seus níveis de glicose permanecem normais. Mas que não haja nenhum erro: eles são diabéticos. (Ou, se você insistir em precisão linguística total, são intolerantes a carboidratos e têm hiperinsulinemia, e provavelmente serão diabéticos em breve; tudo o que resta a fazer é esperar até que a sua glicemia em jejum e A1c estejam altos o suficiente para um médico dar o diagnóstico oficial. Mas mesmo que eles permaneçam em um estado de hiperinsulinemia sem um eventual aumento da glicemia em jejum e A1c, que é totalmente possível, eles ainda estão com problemas fisiológicos sérios. Mais sobre isso na próxima vez.)

Você pode ver isso representado visualmente, mais uma vez graças ao Dr. Naiman:


Assim, a glicemia em jejum está normal e, devido à insulina muito alta, o A1c pode estar normal, também. Mas por quanto tempo será esse o caso? Os níveis mais elevados de insulina e o retorno atrasado à linha de base após a ingestão de uma pílula enorme de carboidratos sugere que os padrões 2-4 já estão um pouco resistentes à insulina. Isto é, as células têm de ser banhadas em mais insulina, por um longo período de tempo, antes de responderem retirando alguma glicose da corrente sanguínea. Quanto tempo levará até que as células parem de tirar a glicose do sangue e a glicose em jejum fique constantemente elevada? Quanto tempo antes que esta situação finalmente resulte - o que irá, no fim - glicemia em jejum e A1c elevadas? Meses? Anos? Décadas? Eu não sei e eu não sei se alguém sabe, com certeza. Mas isso vai acontecer em algum ponto - se o indivíduo afetado continuar com as mesmas práticas de dieta e estilo de vida que criaram esta situação, em primeiro lugar. Mas lembre-se: A1c e glicemia em jejum são as últimas coisas que vão subir indicando intolerância aos carboidratos. (Na parte 2, vamos olhar para alguns outros marcadores sanguíneos que podem nos ajudar a manter melhores guias sobre como a nossa sensibilidade à insulina está.)



Como você pode ver, uma glicemia em jejum elevada identificada apenas 25% das pessoas que tinham diabetes oculta / diabetes in-situ. A OGTT é identificada apenas cerca de 40% das pessoas com diabetes, enquanto na verdade, mais perto de 78% das pessoas com um resultado "normal" OGTT tinham diabetes in situ. Empregar OGTT de 5 horas de Kraft, com avaliação de insulina, parece uma maneira muito mais eficaz de identificar aqueles que já têm diabetes oculta, bem como aqueles em alto risco. (Mesmo se você não está confortável chamando de hiperinsulinemia de diabetes ooculta / diabetes in-situ, e você preferir reservar o diagnóstico de diabetes apenas para pessoas cujo A1c e glicemia em jejum estão elevados, tenho certeza que você ainda pode ver a utilidade clínica em empregar a estratégia da Kraft. Se você quiser evitar o maior número possível de casos de diabetes regular ou 'diabetes hiperglicêmica', então você deve usar a insulina elevada como um sinal de alerta precoce, e que serve como uma mensagem alta e clara para alterar a sua dieta e estilo de vida, ou recomendar alterações aos seus pacientes/clientes. Correndo o risco de dar-lhes alguma idéia, eu tenho que dizer que, se eu fosse de uma empresa farmacêutica, isto seria como música para os meus ouvidos, porque podemos usar o teste de Kraft para identificar milhões de potenciais novos clientes ao longo da vida para drogas redutoras de insulina. Naturalmente, também poderíamos dizer-lhes para fazer uma dieta bem low-carb, mas isso não faria dinheiro vendendo nossas drogas - então nem uma palavra sobre isso! De qualquer forma, porém, você tem que pensar que a avaliação de insulina de Kraft pode ser o que finalmente acorde o estabelecimento médico convencional para a ideia de que MAIS INSULINA É A ÚLTIMA COISA QUE A MAIORIA DOS  DIABÉTICOS TIPO 2 PRECISAM. Eles não estão sofrendo de uma "deficiência em insulina".)

Se a sua A1c e glicemia em jejum estão normais, você está saudável?


Se a sua A1c e glicemia em jejum estão "normais", pergunte-se por que estão normais. Elas deveriam estar normais? É lógico que estejam normais? Se você está comendo uma dieta baixa em carboidratos, fazendo exercícios regularmente para manter a sensibilidade à insulina de suas células musculares, dormindo o suficiente e tendo tempo para relaxar, descontrair e reduzir seus níveis de estresse, então tudo bem, sim. Seus números provavelmente estão normais, porque está tudo muito bem. Mas se você passou vários anos comendo um monte de lixo, sendo sedentário, estressado ao máximo e passando o dia como um zumbi de tão privado de sono, então você pode muito bem cair num dos padrões hiperinsulinêmicos do Dr. Kraft. Há apenas uma razão pela qual, na realidade, os números não estão elevados. Então, parabéns, você tem diabetes in-situ. Você (e provavelmente também o seu médico) foram enganados pensando que tudo estava ótimo todos estes anos, porque sua A1c e glicemia em jejum estavam normais. (Lembre-se, no entanto, nem tudo estava normal. Muito provavelmente, ao longo dos anos, os níveis de triglicerídeos foram subindo, o HDL estava diminuindo e o tamanho das partículas de lipoproteína  foi mudando para um padrão desfavorável, mas o seu médico não sabia nada sobre o teste de tamanho de partícula, nem tem idéia de que estas questões estão relacionadas com intolerância a carboidratos e, ao invés de aconselhá-lo a adotar uma dieta low-carb, provavelmente lhe disse para evitar manteiga, gema de ovo e carne vermelha.)

Mas esses marcadores de glicose estão normais só porque algo metabolicamente insidioso está se formando sob a superfície. Através da secreção de enormes quantidades de insulina, seu corpo está fazendo o seu melhor para evitar os danos que seriam obtidos com níveis de glicose cronicamente elevados. Mas só pode fazer isso por um tempo antes que as coisas realmente deem errado.

Na parte 2, vamos ver o que acontece quando as coisas dão errado e vamos explorar algumas das consequências da glicose e insulina elevadas. Alguns deles não serão novidade para você, mas alguns vão ser surpreendentes.

Ufa! um post bastante longo, eu sei. Obrigado por aguentar firme!

Enquanto isso, se você quiser explorar esse diabetes in-situ ainda mais - e quem não gostaria? - eu o encorajo a verificar o vídeo em que Ivor entrevistou o Dr. Kraft, para que possa ouvir as coisas diretamente da fonte . É basicamente os dois conversando, o que é fascinante por si só, mas também há vários slides que explicam os diferentes padrões de hiperinsulinemia identificados por Kraft: Kraft – Pai do Ensaio de Insulina

Além disso, eu seria negligente se não reconhecesse o trabalho impressionante que o Dr. Jason Fung está fazendo para explicar o papel da insulina no agravamento, em vez de melhorar, a patologia do diabetes tipo 2. Excelente vídeo aqui: As Duas Grandes Mentiras do Diabetes Tipo 2.

Continue para a parte 2.

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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