O mês do guerreiro

Acabou que não consegui cumprir a escala que tinha me proposto à risca. Jejuns de 24h são muito fáceis para mim, mas o psicológico ainda pega para chegar às 36. Assim, no geral eu tenho feito apenas 1 refeição por dia, e aos fins-de-semana deixo livre (na prática, isso tem se traduzido em almoço e jantar: o café-da-manhã já não faz parte da minha vida há mais de ano).

O resultado é que nesse período, meu peso chegou a 61.1kg, mas na média ficou na casa dos 62 (talvez porque no fim-de-semana eu coma muitas frutas).

Os ombros e joelhos continuam ruins, então não estou malhando nada (o plano é tentar retomar essa semana, com acompanhamento de um personal trainer e ver se consigo voltar à vida normal).

Hoje estou com 61.9kg, e o espelho me diz o seguinte:


12/11/2015
62.5kg
13/12/2015
61.9kg
Capa de celular nova :-D


No gráfico, a diferença que faz é significativa:


Pelo momento, estou me sentindo confortável. À noite sempre bate aquela "vontade de comer", mas dá para perceber na maioria dos casos que não é fome. Para tirar a prova dos nove, faço o teste da água gelada: se com 1 ou 2 goles de água, essa "fome" não passar, eu entendo que é apenas vontade de comer – e vou dormir sem comer. Se não passar, eu entendo que comi pouco no almoço, mantenho na cabeça o fato de que não vou morrer se ficar sem comida por mais algumas horas, e vou dormir sem comer :-D

Percebi que dessa vez, não estou mais tendo aquela dificuldade de dormir que surgiu na primeira vez que encarei WD. O meu cérebro continua fritando com idéias o tempo inteiro, mas o sono chega rápido.

É bem verdade que eu tenho praticado a tal "respiração 4-7-8", mas como nunca vi nada de científico a respeito dela, entendo que é apenas placebo (ou no máximo, um tipo de meditação não-intencional que tira o foco da mente do estresse diário). Explico: ao deitar-se para dormir, inspire lentamente enquanto conta até 4. Prenda a respiração enquanto conta até 7. Expire lentamente, enquanto conta até 8. Na teoria, em menos de 1 minuto você irá dormir. 

Eu nunca tive problemas com insônia (a não ser na época da primeira temporada de WD), então dificilmente chego à quinta repetição da técnica. Não atesto e nem dou fé, mas se você tiver dificuldade em pegar no sono, experimente. Pode ser uma maneira pseudo-científica de contar carneirinhos, mas no pior caso, não é um medicamento que você está colocando para dentro (e é de graça!).

Os meus almoços continuam enormes. Na sexta-passada, por exemplo, foi:

  • Bife de fígado
  • Bife de pernil
  • Torresmos
  • Batata-doce cozida
  • Cebola cozida
  • Tomate
  • Cenoura cozida
  • Abobrinha assada
  • Repolho refogado
E para a sobremesa:

  • 1 banana madura congelada
  • 1 colher de pasta de amendoim
  • 1 punhado de passas
  • 1 pote de iogurte natural
  • 1 maçã

Os meus gastos com comida diminuíram no último mês, bem como os pratos a serem lavados. Só isso já teria valido a pena :-D



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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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