Gostar-se, respeitar-se e ter um tempo para si é fundamental: 33kg a menos em 1 ano!

Meu nome é Patricia Di Giaimo Tassinari, 40 anos , medica veterinária, brasileira residente na Alemanha. 

Conheci a Paleo em final de 2011, grávida de 3 meses, com uma anemia severa, hipotireoidismo, e carências nutricionais intensas, Artrose bilateral de ombros e com o útero repleto de miomas, sendo que dois deles estavam do tamanho de uma laranja cada...Tão severa era minha anemia que durante toda a gestação eu tive que tomar infusões 3 vezes na semana de ferro e vitamina B12... e isso foi durante os 9 meses de gestação... 

Conheci a Paleo mas não aderi prontamente, somente evitava os industrializados e corantes e ia seguindo, pois tinha medo de fazer qualquer alteração alimentar na minha situação. Quando minha filha nasceu eu havia ganhado um presente lindo... mas, ganhei também muitos quilos a mais: estava com 98kg e cheia de problemas...

Como não produzi leite, voltei à uma alimentação normal a seguir do parto, 1 mês depois de ter tido minha filha, e comecei a sério a paleo. Na primeira semana, nem acreditei: foram embora 4,5kg... Claro que sabia que a maioria era água mas nem me importava, pois eram quilos a menos e festejei muito... Seguindo por 1 mês cheguei aos 6kg perdidos. Embora seguisse a Paleo normal, em 6 meses emagreci ao todo 8kg (o que achava pouco, mas relevei devido ao hipotireoidismo e ao pós-parto, quando os hormônios estão enlouquecidos!!).

Decidi que era hora de apertar mais a dieta e resolvi entrar de cabeça numa low-carb... Larguei tudo, tudo mesmo que não entrava na Paleo: Pães, doces, industrializados, refrigerantes e adoçantes... de um dia pro outro mesmo!!! Pra mim não funciona tirar aos poucos... A gente sente falta 3 a 4 dias, depois tudo melhora... Ninguém morre por falta de pãozinho e refrigerante!!! Kkkkk...

Fiz o whole 30 por 4 meses consecutivos e com carboidratos bem limitados... Comia vegetais e proteínas e claro, sempre boas gorduras... Passei a tomar meu café com óleo de coco, carne com manteiga, e vegetais no azeite... Os meus carboidratos eram única e exclusivamente oriundos dos vegetais... Nada de laticínios (o que me ajudou imenso na sinusite e bronquite alérgica). Minha enxaqueca, que antes me visitava 2 a 3 vezes no mês, passou a ser rara. Sinusite que sempre me acometia no inverno, sumiu.  Em 2 meses e meio eliminei mais 16kg nesta versão de whole cetogênica que fiz, pois limitava meus carboidratos a no máximo 20g ao dia, contados a partir de tudo.

Tomava complementos como Omega 3, vitamina D, magnésio e por indicação médica, lugol todos os dias. Com o tempo, senti que meu metabolismo estava mais ágil... e que minha insônia voltara.

Passava noites em claro e percebi que a minha medicação para a tireóide estava sendo demais... Comecei a diminuir, juntamente com a  orientação de minha médica... De 200mcg de levotiroxina, comecei diminuindo 50mcg a cada mês até chegar na dose de 25mcg. Até que em final de 2014, consegui desmamar da medicação e atualmente não tomo mais nada.

Quando fiz a Paleo tão low-carb, foi por um motivo: queria testar meus miomas. E para minha surpresa, deu certo a tentativa: Dois miomas enormes (um de 9,8cm e outros e 8,6cm ) regrediram de tamanho sem medicação, somente com a dieta... Reduzindo o tamanho para 2,4cm e 2,1cm... Meu médico não acreditou que poderia ter sido da alimentação, mas tenho certeza que foi – pois não havia feito nada mais de diferente, e eles me acompanhavam enormes há mais de 8 anos; calcificados, segundo meu médico. 

Ele me olhou descrente e a partir desse momento nunca mais comentei a respeito de alimentação Paleo com ninguém. Assim como eu tenho certeza que minha tireóide melhorou com a remissão do glúten na minha alimentação... Além de outros problemas, como a anemia que se resolveu por completo.

Seguia uma “Paleo cetogênica” com Jejum intermitente de 18h todos os dias, o que virou um hábito agradável pra mim. Não consigo mais comer nada pela manhã, e isso é um alívio pois não tenho que ficar pensando no que vou comer...

A única coisa que continuo a tomar é minha vitamina D em doses altas, pois tenho fotosensibilidade (alergia à luz solar) e uso bloqueador solar todos os dias. De vez em quando, se saio sem bloqueador, tenho que engolir algum antialérgico mais forte; por muitas vezes cortisona – pois a alergia é forte.

Antes tomava remédios fortes diariamente para a artrose bilateral de ombro (estava na eminência de ruptura de tendão) e hoje não preciso de mais nada. De 4 a 5 medicações diárias que tomava, hoje não há mais nada, só suplementos.

Depois de terminada a whole “prolongada” e rígida, pois não saí da dieta nenhum dia sequer, segui Paleo Low-carb e adoro o estilo de alimentação. Antes eu era viciada em pães e salgados com muita farinha. Congelava pães com medo de faltar, dúzias e dúzias. Aprendi a comer direito e a nunca deixar de faltar vegetais no meu prato: hoje ele é sempre metade vegetais e folhas, e metade proteínas – é regra pra mim. Se eu quiser comer algo que fuja da Paleo, como e me satisfaço. No outro dia ou imediatamente após comer, retorno à Paleo.

Eu tinha Síndrome de Dumping (hipoglicemia responsiva) devido à cirurgia bariátrica em 2006 (sim, eu fiz redução de estomago e voltei 25kg dos 40kg que havia perdido...). Nesta síndrome, ao comer algo com carboidrato, meu pâncreas libera doses cavalares de insulina, e após 20-30 minutos tenho crises severas de hipoglicemia, chegando a desmaiar algumas vezes e tendo que consumir outra fonte de carboidratos – que dão outro efeito rebote. 

Assim era meu dia: andando com balinhas na bolsa e comendo o tempo todo para não desmaiar. Hoje eu não tenho mais crises. O Jejum intermitente e a Paleo low-carb são rotinas pra mim, e a sensação de não ter que comer de hora em hora me deixa tranqüila. Sou livre pra poder sair sem carregar coisas para comer na bolsa...

Depois de uns 2 meses de Paleo low-carb, cheguei ao sonhado peso planejado: 8kg. Totalizou menos de 1 ano de Paleo para chegar a este peso, que mantenho há quase 3 anos. Quero chegar aos 65kg, que considero ideal para mim. Sigo Paleo como vida, e até os mais descrentes aderiram quando viram meu resultado. Mas falo pouco a quem não pergunta. Se perguntar eu comento e gosto de falar da paleo, pois ela realmente mudou minha vida.

Eliminei 33kg ao longo da minha jornada paleo, que demorou 1 ano. Agora estou tranqüila numa Paleo low-carb de manutenção, ou seja, comendo Paleo sem restrições. Como o que quero e quando quero, e pelo fato da Paleo ser "naturalmente" low-carb (em relação á dieta tradicional moderna), me sinto bem com meu metabolismo.


Hoje freqüento academia 3x na semana e corro 1 ou 2 dias (algo que pensei que nunca iria fazer na vida!!). Acredito que quando se soma o exercício, tudo flui melhor: o peso cai mais rápido e a saúde agradece. Quando uma pessoa diz que não tem tempo eu rebato dizendo que quando comecei  fazia 5 min de HIIT antes de tomar banho. Quem não tem tempo pra cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo pra cuidar da doença... isso é fato! 

Gostar-se, respeitar-se e ter um tempo para si é fundamental na vida... Faço Paleo agora nem pelo peso a perder ou ganhar... Faço Paleo pois gosto de mim e da minha boa saúde, e não quero voltar ao que era antes: sempre doente, sem vontade de nada, tomando mil medicações...

Adoro Paleo...é meu estilo de vida sem dúvida...






Patrícia


E você, gostaria de contar a sua história no Paleodiário ? Se sim, escreva um texto, junte umas fotos de antes e depois e mande para paleodiario@gmail.com.

Recomendado para você

Thanks for your comment

Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

Visualizações

Seguidores