Como evitar cálculos renais naturalmente

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

por Laura Schoenfeld

Qualquer um que tenha tido cálculo renal vai te dizer que são um dos piores problemas médicos que você pode experimentar. Pedras nos rins são uma condição dolorosa, crônica, vista em pacientes "saudáveis", e uma das mais comuns desordens do trato urinário. Cerca de 1 milhão de pessoas nos EUA recebem tratamento para cálculo renal por ano, e a prevalência em homens adultos é de quase 12%; para mulheres, quase 6%. (1)

As pedras são mais comuns em adultos brancos entre as 20 e 50 anos, e uma vez que alguém desenvolva alguma, torna-se muito mais provável que tenha outra no futuro. Como a maioria das doenças crônicas, a incidência de cálculo renal vem crescendo nos últimos 30 anos (2). Isso é provavelmente devido às mudanças de dieta e estilo de vida que fizemos, e que não são úteis à boa saúde.

O que são cálculos renais ?


As pedras podem ser formadas de uma variedade de substâncias, mas as mais comuns são feitas de cálcio e oxalato, que se cristalizaram no trato urinário. Outros tipos de pedras incluem estruvita, ácido úrico e cistina. Enquanto as pedras por si já são suficientemente dolorosas, podem levar a condições mais sérias tais como obstrução do trato urinário, dano permanente aos rins e até mesmo infecções que ameaçam a vida. Eu já vi pacientes no hospital que chegaram com rins necrosados devido à obstrução por cálculos, então isso pode virar uma condição séria se não for tratada apropriadamente.

Profissionais médicos convencionais tomam uma abordagem múltipla ao tratar cálculos renais, incluindo remoção cirúrgica, uso de ondas de choque para quebrar a pedra em pedaços menores e passáveis, e vários medicamentos para evitar a formação futura de mais pedras. Há algumas diretrizes dietárias convencionais para prevenir a geração futura de cálculos, mas a maioria destas é baseada na composição da pedra, e não na patologia real que levou à formação. Afinal de contas, por que alguams pessoas comem comida-lixo, ou comidas com alto teor de cálcio e/ou oxalato, quase não tomam fluídos, e nunca tem pedras nos rins, enquanto eu já tive pacientes que comem dietas saudáveis, bebem muito líquido e ainda assim desenvolvem pedras ?

Enquanto é difícil saber o motivo de uma pessoa ser mais propensa a cálculo renal do que otura, há algumas estratégias importantes para ajudar a reduzir o seu risco, se você já teve um cálculo antes ou se tem um histórico familiar. E não surpreendentemente, estas não são necessariamente as diretrizes que você vai ouvir do nefrologista típico (3). A seguir estão minhas melhores dicas para evitar pedras nos rins usando simples mudanças dietárias.

Equilibre as suas vitaminas solúveis em gordura


Esta seria a minha maior prioridade para qualquer paciente sofrendo de pedras nos rins, especificamente as de cálcio-oxalato. Como muitos dos leitores do Chris sabem, nós requeremos mais do que somente vitamina D para metabolizar corretamente o cálcio nas nossas dietas e sangue - e ainda assim, infelizmente a maioria dos nefrologistas e nutricionistas nunca consideram o papel que outras vitaminas solúveis em gordura tem no metabolismo do cálcio. Mas as vitaminas A e K2 são dois nutrientes cruciais para equilibrar os efeitos da vitamina D e garantir que o cálcio da nossa dieta deposite-se nos nossos ossos e não em nossas artérias (para mais informação sobre as vitaminas A, D e K2, verifique a minha resenha de um excelente livro sobre o assunto).

Em alguém com pedras nos rins, a deficiência das vitaminas A e K2, e o excesso de vitamina D são todos suspeitos primários a serem considerados em termos das quantidades absolutas e proporcionais. Chris Masterjohn, PhD, escreveu volumes inteiros sobre a importância do equilíbrio destes nutrientes, e especialmente sobre o balanço da vitamina A com a vitamina D, pois o excesso de uma vai levar à deficiência da outra. Na prática, o excesso de vitamina D é considerado um fator de risco para cálculo renal no mundo médico convencional, e estudos mostram que pessoas expostas a altos níveis de luz do sol (como os salva-vidas) correm maior risco de ter pedras (4, 5, 6, 7,8). Curiosamente, ingestão adequada de vitamina A protege contra o excesso d evitamina D, conforme Masterjohn deixa claro em sua séries sobre o tópico.

A vitamina K2 pode desempenhar um papel independente para o desenvolvimento de cálculo renal. Conforme Masterjohn aponta, "pacientes com pedras nos rins secretam proteína dependente de vitamina K2, em sua forma inativa, que é entre 4 e 20 vezes menos efetiva que sua forma ativa em inibir o crescimento de cristais de cálcio-oxalato, sugerindo que deficiência de vitamina K2 é uma grande causa de cálculos renais". Embora a pesquisa ainda seja recente, eu acho que não há razão para não garantir uma ingestão adequada destes nutrientes em sua dieta para manutenção da saúde, e você pode descobrir que isso ajuda com a prevenção de formação de cálculo renal.

Então como você consegue mais vitaminas A e K2 na sua dieta ? Para a vitamina A, você pode comer bastante vísceras, como fígado, gemas de ovos e produtos laticínios integrais. Para vitamina K2, coma fígado, laticínios de animais criados com pasto - ghee, manteiga e queijos integrais, ou natto (se você for aventureiro). Se precisar suplementar, mantenha a vitamina A em cerca de 5.000-10.000 IU por dia e tente conseguir estes nutrientes a partir de comidas. Também tente reduzir o consumo de álcool, pois o metabolismo excessivo deste pode prejudicar a sua utilização de vitamina A, levando à deficiência (9)

Adicione limão à sua água


Este é um tratamento natural que nefrologistas convencionais entenderam direito. Enquanto a água com limão é frequentemente celebrada como bebida limpante ou alcalinizante, a razão principal pela qual ela é útil para reduzir a formação de cálculos, é o seu conteúdo de ácido cítrico.

Ácido cítrico (não confunda com vitamina C, ou ácido ascórbico) inibe a formação das pedras e quebra pedras pequenas, que estão começando a se formar (10). Ele funciona de algumas maneiras distintas. O citrato liga-se ao cálcio da urina, reduzindo a quantidade de cálcio disponível para formar pedras de cálcio-oxalato. Ele também evita que pequenos cristais de cálcio-oxalato que já se encontram nos rins cresçam e se juntem em pedras maiores. Ele também torna a urina menos ácida, o que inibe o desenvolvimento tanto do oxalato de cálcio quanto de cristais de ácido úrico (11)

Você vai precisar de cerca de meia xícara de suco de limão adicionado à sua água ao longo do dia, para ter o mesmo resultado de uma pílula de citrato de potássio, que é um dos tratamentos farmacêuticos para cálculo renal. Você pode tomar tudo isso de uma vez, ou diluir sua ingestão de suco de limão ao longo do dia. Tente adicionar meia xícara (ou mais!) de suco de limão a uma garrafa de 1 litro de água e tome pequenos goles ao longo do dia. Se preferir, pode tentar adicionar também vinagre de cidra, que também contém ácido cítrico e é um aditivo alcalinizante para suas bebidas (12).


Consiga o seu magnésio


Às vezes parece que o magnésio pode ser a cura para tudo: cãimbras musculares, dores de cabeça, fadiga, insônia, ansiedade, constipação, dor nas costas, confusão mental... ele poderia resolver a fome do mundo. Estou brincando, é claro, mas o magnésio é certamente um daqueles "suplementos dietários mágicos que cura tudo", que parece auxiliar com uma grande variedade de doenças sem muito risco de toxicidade. Esse é o motivo pelo qual eu, assim como o Chris, acredito que todo mundo deveria tomar uma dose suplementar de magnésio para manutenção - já que é difícil obter magnésio suficiente, mesmo na dieta ancestral mais saudável.

Entretanto, você pode ficar surpreso em saber que há algumas pesquisas que sugerem que o magnésio pode diminuir o risco de formação de cálculos (13, 14, 15). Enquanto os cientistas ainda estão tentando descobrir como o magnésio tem esse efeito protetor contra pedras nos rins, e tentando determinar quais formas de magnésio são mais eficientes na prevenção em humanos, eu acho que é seguro dizer que se você sofre com cálculos renais, seria esperto garantir que a sua ingestão de magnésio é adequada.

Há uns poucos modos de aumentar a ingestão de magnésio. O mais fácil é simplesmente tomar no mínimo 400mg de magnésio em forma de suplemento, diariamente. Os melhores tipos de se tomar são sob forma de quelato, como o citrato e o malato de magnésio, pois são bem absorvidos. Você também pode aumentar a sua ingestão diária comendo sementes de abóbora, espinafre, acelga, e oleaginosas como castanhas-de-caju e amêndoas. Tenha certeza de demolhar as suas castanhas antes de comê-las, o que vai ajudar a tornar o magnésio mais disponível. Algumas pessoas reportaram benefícios de tomar banhos com sal de epsom (sulfato de magnésio), pois o magnésio é capaz de ser absorvido pela pele.

Qualquer que seja o seu método, simplesmente tenha certeza de que você está obtendo diariamente e em quantidades adequadas - uma vez que ao menos 50% dos americanos são deficientes em magnésio, consumindo menos de 400mg por dia (16). E o café, uma guloseima paleo comum, pode na prática causar deficiência de magnésio - então seja cuidadoso para não tomar demais pela manhã (17).

Modere o seu sal



Na excelente série de artigos do Chris sobre o sal, ele explica como o excesso do consumo de sal pode promover a formação de cálculos naqueles que são suscetíveis:

"Aqueles que são propensos a cálculo renal podem precisar reduzir a sua ingestão de sal, pois alta excreção de sódio também leva a uma maior excreção de cálcio na urina. Evidências sobre esse tópico são mistas, mas já foi demonstrado que a ingestão excessiva de sódio está associada com excreção urinária de sódio e cálcio aumentada, e sujeitos que consumiram os níveis mais altos de sódio tenderam a ter a maior excreção urinária de cálcio. Maior excreção de cálcio pode levar à formação de pedras nos rins, particularmente se a ingestão de fluidos é inadequada"

Então mesmo se você estiver comendo uma dieta pobre em produtos processados, ainda assim você pode estar ingerindo um bocado de sal em itens como carnes curadas (por exemplo, bacon), comidas enlatadas ou processadas, condimentos fermentados como pickles, chucrute e kimchi, ou simplesmente por adicionar um monte de sal à sua comida. Enquanto algum sal é bom, comer toneladas de bacon e pouca comida de origem vegetal provavelmente vai te fazer ultrapassar as suas necessidade de sódio sem balancear com potássio, um eletrólito crucial que pode eliminar na prática os efeitos negativos do excesso de sódio. Então tenha certeza de que, se estiver comendo comida muito salgada, também coma boas fontes de potássio como bananas, vegetais folhosos, abóboras, batatas inglesas e abacate.

Coma mais carboidratos


Outro problema que pessoas que comem uma dieta paleo ordinária podem encontrar, é uma ingestão inadequada de carboidratos. Enquanto o carboidrato não é um macronutriente essencial no aspecto bioquímico mais básico, uma dieta muito pobre em carboidratos pode levar a problemas de saúde profundos em certos indivíduos, tais como depressão da função tireóide, deficiências nutricionais como escorbuto, e mesmo resistência à insulina. Muitas pessoas comendo uma dieta paleo tendem a comer menos e menos carboidratos simplesmente porque as comidas "banidas" são ricas nestes, como grãos e laticínios.

Enquanto "comer paleo" não é igual a "comer low-carb", é uma situação comum pensar que sim - especialmente se alguém é novo na dieta e não compreende que comidas como batatas inglesas são ok para a maioria das pesssoas. (Na prática, pode ser bom alternar batatas inglesas e batatas-doces regularmente, já que as batatas-doces são muito ricas em oxalato que pode contribuir para a formação de cálculos!)

Paul Jaminet, PhD, escreveu muito sobre os perigos da restrição de carboidratos, e cálculo renal é um deles. Enquanto eu não vou entrar em detalhes sobre o porque de dietas muito pobres em carboidrato (VLC) poderem aumentar o risco de pedras (você pode ler o artigo do Jaminet), a questão é provavelmente devida ao fato de que dietas VLC (< 15% das calorias oriundas de carboidratos) tornam a urina mais ácida devido ao maior metabolismo de proteínas, potencialmente levando a formação de cristais de ácido úrico. Geralmente, isso é mais uma questão das dietas cetogênicas, mas é um risco para qualquer um cuja dieta e rotina de exercícios requeira um nível significativamente alto de gliconeogênese (isto é, produzir glicose a partir de aminoácidos e proteínas). Uma dieta rica em proteínas com ingestão adequada de carboidratos, contrariamente à crença popular, não vai necessariamente aumentar seu risco de pedras, a menos que você já tenha doença renal subjacente (18)

Além disso, segundo Jaminet, a degração de vitamina C oxidada é provavelmente um contribuinte para o desenvolvimento de pedras, ao aumentar a excreção de oxalato. Então se você não está obtendo vitamina C suficiente em sua dieta, e suas necessidades de vitamina C são aumentadas em uma dieta low-carb, você pode estar contribuindo não-intencionalmente para o desenvolvimento de cálculos.

Jamine recomenda um mínimo de 20 a 30% da energia vindo de carboidratos (19). Para uma mulher moderadamente ativa comendo 2000 calorias/dia, isso dá 100-150g de carboidratos vindos de frutas, vegetais ricos em amidos (batatas inglesas e doces, arroz branco e algum laticínio - se tolerado). Para um homem moderadamente ativo comendo 2600 calorias/dia, podem ser necessários 180-200g de carboidratos/dia.

À medida que o nível de atividade e as necessidades calóricas aumentam, você vai precisar aumentar os carboidratos apropriadamente para suportar os estoques de glicogênio. Se você estiver comendo uma dieta low-carb (menos de 15% das calorias por dia) e desenvolvendo pedras nos rins, eu reconsideraria a sua ingestão de carboidratos e tentaria aumentá-la. Se você está comendo low-carb e nunca teve cálculos, então para você pode estar ok permanecer low-carb - fica a seu encargo decidir!

Reduza a frutose


No lado ruim de comer carboidratos suficientes, tenha certeza de que você não está obtendo a maior parte dos seus carboidratos de frutose. Conforme o Chris menciona em seu artigo sobre gota, a pesquisa tem mostrado que ingestões mais altas de frutose podem mediar muitas das anormalidades vistas na síndrome metabólica, incluindo triglicérides elevados, devido a auemntos na produção de ácido úrico (20). Altos níveis de frutose não apenas produzem ácido úrico em excesso, mas também reduzem a sua excreção na urina (21).

Enquanto a frutose em quantidades naturalmente apresentadas é relativamente benigna, a frutose é comumente encontrada na nossa comida como adoçante, e frequentemente é citada como aditivo natural a certos produtos. Um dos maiores culpados em alguém comendo uma "dieta natural" é o néctar de agave, que é propagandeado como "adoçante de baixo índice glicêmico, natural, extraído da planta agave". Entretanto, seu conteúdo de frutose pode chegar aos 90%, comparado ao xarope de milho de alta frutose (HFCS) que contém cerca de 45-55%.

Assim, enquanto a frutose das frutas geralmente está ok, tenha certeza de que você não está usando adoçantes de alta frutose como agave ou bebendo grandes quantidades de suco de frutas. E nem preciso dizer que refrigerante e outras bebidas adoçadas com HFCS nunca deveriam tocar seus lábios, independente da sua saúde renal!

Conclusão


Como você pode ver, comer uma dieta paleo ou uma dieta ancestral comparativamente saudável não garante que você seja imune a cálculos renais. Enquanto o americano-padrão comendo big macs e bebendo 1 litro de refrigerante por dia pode ter um risco muito mais alto, é fácil deixar passar alguns dos nutrientes-chave que você precisa para evitar a formação das pedras - se você não está comendo uma dieta variada com ênfase em comidas nutricionalmente densas. Se você tem cálculos renais, tente seguir as dicas acima e veja se as suas pedras se reduzem em tamanho ou até desapareção!

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8 comentários

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Renato
admin
18 de outubro de 2014 22:33 ×

"Outro problema que pessoas que comem uma dieta paleo ordinária podem encontrar, é uma ingestão inadequada de carboidratos. Enquanto o carboidrato não é um macronutriente essencial no aspecto bioquímico mais básico, uma dieta muito pobre em carboidratos pode levar a problemas de saúde profundos em certos indivíduos, tais como depressão da função tireóide, deficiências nutricionais como escorbuto, e mesmo resistência à insulina."

Confere, produção??? Falta de carboidrato pode gerar resistência à insulina??

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Teimosia
admin
19 de outubro de 2014 10:16 ×

Olá, Renato

As palavras aí são "dieta MUITO pobre em carboidratos" e "em CERTOS indivíduos".

Lembre-se de que biologia não é uma ciência exata - infinitas variações ocorrem. Eu também fiquei encucado quando li, e fui consultar o link que a autora cita:

http://perfecthealthdiet.com/category/zero-carb-dangers/

Recomendo a leitura!

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Arqui Jr.
admin
20 de outubro de 2014 16:21 ×

Estranho, bem diferente do que pragam a paleo e a low carb.

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Teimosia
admin
20 de outubro de 2014 18:04 ×

Do que prega low-carb, até concordo. Do que prega paleo, discordo - até porque não existe uma única dieta paleo...

Em Kitava, por exemplo, pratica-se paleo high-carb, com 55-60% das calorias vindas de carbos. E a população é saudável... Mas veja que eles consomem, desde pequenos, carbos complexos não-processados (batatas-doces, inhames, etc).

Eu, particularmente, devo tirar uns 30-40% das minhas calorias de carbos. E não engordo, e a saúde (até o momento) está cada vez melhor... O negócio, em muitos casos, é QUAL tipo de carbo você consome, além do QUANTO você consome. E acima de tudo, COMO estão a sua saúde e forma física para começo de conversa ;-)

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20 de outubro de 2014 19:15 ×

Vejo o Chris Kresser como um grande crítico da VLC. Quanto aos cálculos renais, ingerindo MUITA água e comendo MUITA salada, não terá problemas com eles. Quanto à tireoide, não tem nenhum consenso, inclusive gostei do artigo sobre o "falso alarme" de T3 que você traduziu. Quanto ao escorbuto, balela!

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Teimosia
admin
21 de outubro de 2014 08:21 ×

Pois é, também não concordo com muito do que ele escreve. No entanto, vou lendo e montando a minha própria opinião. Sempre se tira algo de bom de tudo ;-)

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26 de outubro de 2014 14:40 ×

Gostaria de registrar a relevância que esse assunto tem para mim. Uma vez que minha última crise renal após 10 anos de intervalo foi em 01/09/14, no pronto socorro tive que tomar morfina em 2 sessões para poder aliviar a dor. Coisas da vida. Agora minha última ultrassonografia revela que eu ainda tenho 3 cálculos: 01 no rim esquerdo (3,2 mm) e 02 no direito (4,6 e 3,8 mm). Fazem 4 meses que estou tentando fazer uma dieta low carb. Não posso associar essa crise ou as anteriores com qualquer dieta. No entanto me causa estranheza esse texto recomendar o aumento do consumo de carbs uma vez que é tão difícil removê-los. Mas gostei da sugestão do suco de limão, esta ainda não conhecia. Vou coloca-la em prática antes da próxima ultrassonografia. E que rolem as pedras...

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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