A saúde do seu filho está nas suas mãos

Era 05 de agosto de 2013, há exato 1 ano, já havia recebido a triste confirmação que meu filho estava com obesidade Grau I, além de todos os outros problemas que enfrentava em tão pouca idade. Kleber Junior nasceu 3 semanas antes do tempo previsto num parto cesariano mal-feito e complicado que acarretou diminuição do nível de oxigênio sanguíneo. 

Isso o deixou com algumas seqüelas só descobertas aos 7 meses, às quais os médicos deram o nome de atraso no desenvolvimento Neuro-Psico-Motor. Ou seja, ele não se desenvolvia igual às outras crianças. Aos 2 anos desenvolveu epilepsia e precisou começar a terapia com remédio anticonvulsivante, que possui como um dos efeitos colaterais o aumento do apetite. A coisa já vinha ruim, porque não consegui amamentá-lo por mais de 20 dias devido às complicações do parto, e depois desse remédio tudo desandou de vez!

Kleber Junior aos 2 anos.


Após 1 ano de medicação já podemos visualizar um aumento considerável de gordura em sua composição corporal:

Kleber Junior aos 3 anos.


Quanto a alimentação dele eu sempre fiz tudo que os médicos me falavam para fazer e que eu, como profissional da área de saúde, acreditava ser o certo. Evitar gorduras, frituras e doces. Comer grãos integrais, regular as porções, muita fruta e suco durante o dia. E depois de 5 anos de medicação e alimentação “correta” chegamos nesse patamar:

Kleber Junior aos 8 anos.

Naquele mês, abril de 2013, procurei uma endócrino pediatra que descobriu que ele estava com hipotireoidismo (nunca tinha sido avaliado quanto a isso, embora fizesse visitas regulares à vários médicos), prescreveu o tratamento com levotiroxina e encaminhou para a nutricionista. 

Na nutricionista recomendações tradicionais: lanche de cookies integrais, iogurte desnatado, leite desnatado com achocolatado diet, pão integral com queijo branco e todo o blablabla low fat a qual todos já estão acostumados. Não tinha quem fizesse o menino comer 1 legume sequer! Era arroz, feijão e carne e pronto! 
Na foto acima, já tinha 2 meses e meio de dieta e ele não tinha perdido nada de peso - o que a nutricionista avaliou ser muito bom "afinal ele havia parado de aumentar de peso"! Kkk, me dá vontade de rir, sinceramente. 

Alguns dias após a foto, descobri a Paleo/LowCarb-HighFat, comecei a estudar vorazmente e apliquei em mim mesma, mas com receio de aplicar em Kleber Junior - afinal ele é criança e eu podia estar lhe fazendo algum mal. Depois de 30 dias de dieta e estudando bastante, me senti segura de oferecer os alimentos lowcarb pra ele. 

Restringi as frutas, cortei todo tipo de carboidrato refinado. O café da manhã dele era papa de aveia ou cereias matinais integrais, e passou a ser ovos mexidos na manteiga. 

Ele passou a comer vegetais!!!! Vegetais (couve-flor, brócolis, xuxu) cozidos no vapor e depois refogados com alho sal e bastante manteiga; ou bacon frito com cebola e repolho fatiados refogados na banha que largou do bacon, temperados com sal e alho, são algumas opções que ele ama. 

Resumindo... qualquer coisa que eu ponha MANTEIGA ele ama, hahahaha. 

Na janta, substituo a salada por tubérculos (inhame, batata doce, macaxeira) com manteiga e carnes/ovos. 

Mas veio a dificuldade: o que vou mandar pro lanche da escola???? Aí entraram em ação as receitinhas: cupcake lowcarb, biscoitos lowcarb, ovos de codorna com queijo gordo espetadinhos no palito, chocolate 70% e água!!! Temos que colocar em nossa cabeça e na cabeça dos professores que o que hidrata é ÁGUA e não precisa tomar suco! Ele não teve dificuldade nenhuma em aceitar os alimentos paleo e as receitinhas. Claro que tive e tenho que gastar um bom tempo na cozinha, mas valeu e vale muito à pena. 

Por que além de ter perdido 6 quilos mesmo crescendo, as taxas lipídicas estão ótimas, a endócrino dele diz que nunca nenhum paciente dela teve uma melhora tão rápida e significativa. Hoje Kleber Junior está assim:




Encerro meu relato deixando um recado para todas as mães: A saúde do seu filho está nas suas mãos, nunca pense que você depende dos médicos. Não hesite em contrariar avó, tio, tia porque querem dar refrigerante, bala e você vai dizer: NÃO! Diga mesmo!!! 

Mais vale ser chata e rígida e manter seu filho saudável do que ser política, agradar a todos em detrimento da saúde do seu pequeno. Quando for a festinhas alimente-o antes em casa e deixe-o comer o que quiser naquele momento de confraternização com os coleguinhas. Garanto que estando alimentado ele vai preferir brincar a comer guloseimas, e mesmo que coma não será em quantidade suficiente para causar impacto. 

Eu consegui com uma criança especial, que não entende argumentos e toma medicação controlada que gera compulsão alimentar, então você também consegue! 

Um forte abraço.
Daniela

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3 comentários

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Unknown
admin
4 de agosto de 2014 00:43 ×

Parabéns a esta mãe!
Motivador..

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4 de agosto de 2014 09:24 ×

Estória comovente! Ela mostra bem qual é a responsabilidade que temos como pais, ou seja, ter filhos não é brincadeira, é coisa muito séria. Me fez sentir um pouco de remorso e constrangimento por não ter sido mais firme com meu filho (hoje com 17 anos), que só vive na base do arroz, bife e batata frita. Parabéns mamãe! Que Deus ilumine sua jornada!

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Teimosia
admin
4 de agosto de 2014 10:03 ×

Sempre há esperança, Edmar! Eu mesmo só aprendi a comer verduras aos 18, e só encontrei paleo aos 36... Estou trabalhando para fazer a minha filha (4 anos) comer comida de verdade, e em casa é tranquilo. O negócio é na escola...

Bem, o jeito é continuar a insistir :-)

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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