Pela primeira vez na vida, me sinto saudável e feliz

Artigo traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

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Olá, Mark

Eu sempre estive um pouco no "lado grande" enquanto criança, mas à medida que envelheci meu peso se tornou um enorme (me perdoe o trocadilho) problema. Desde cedo, eu tive consciência do meu peso mas não tinha idéia de como mudar as coisas. Entrei para o internato aos 12, e padeci de saudade. Minha mãe me mandava de volta para a escola com pilhas de guloseimas para tentar me alegrar. Ela estava tentando ajudar, mas na verdade acabava fazendo o oposto. Outro problema era a nutrição ruim da escola. Cereais no café da manhã, comida cheia de amido no almoço e pizza no jantar As escolas na Irlanda precisam realmente abrir os olhos no que diz respeito a educar os alunos sobre nutrição. Espero poder trabalhar com escolas sobre isso no futuro. Então, anos de comida de baixa qualidade criaram hábitos ruins, e comentários na escola contribuiram para a baixa-estima e problemas com a minha auto-imagem. Aos 16, eu estava muito acima do peso e tinha abandonado todos os esportes na escola por causa do condicionamento ruim e da confiança frágil.

Aquele ano foi a primeira vez que meu peso realmente impactou minha saúde. Durante o verão, eu acordei uma manhã com gânglios inchados por todo o corpo, e meus olhos estavam quase fechados pelo inchaço - bem como a minha garganta. Minha mãe ficou tão preocupada que me levou ao hospital, onde fiquei por 3 semanas. Fui diagnosticada com febre glandular. Pelos próximos 18 meses, sofri de fadiga crônica, depressão, psoríase, eczema, sintomas de gripe e resfriado e incontáveis visitas ao médico. Em todo esse tempo, nenhum médico jamais sugeriu a eliminação de trigo ou uma mudança de dieta. Minha dieta permaneceu sendo comida processada e baseada em carboidratos, e meu peso disparou enquanto minha estima afundava.

Em retrospectiva, não acho que me recuperei completamente do período em que tive febre glandular. Ou talvez eu tenha feito tanto estrago no meu corpo com comida processada que não sei mais como é se sentir bem. Ou talvez eu nunca tenha sabido o que se sentir bem significava.

Passei o início dos meus 20 anos miserável e deprimida, com pouca motivação ou paixão por qualquer coisa. Aos 22, uma tomografia computadorizada mostrou dois tumores no meu lobo temporal. Aquilo me fez sentar e pensar direito sobre a minha vida. Fiz terapia com laser, cirurgia, crioterapia, radioterapia, quimioterapia e por um longo tempo, nada funcionou. Ao mesmo tempo, por causa de todos os tratamentos exames de sangue que eu estava fazendo, fui diagnosticada com PTI (púrpura trombocitopênica idiopática - uma doença sanguínea que faz com que o seu corpo destrua as plaquetas). Meu corpo se voltou contra mim, e parecia decidido a me destruir. Lutei com crises de depressão séria, e depois de me reunir com meu time médico, a única solução que viram foi me hospitalizar e administrar mais medicação. passei 3 semanas em um hospital psiquiátrico que consistentemente servia comida processada aos pacientes.
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Decidi que era hora de mudar. Olhei para uma foto de mim mesma, e percebi que precisava tomar uma ação drástica e fazer tudo o que pudese para ajudar na minha recuperação. Eu queria ficar melhor. Eu queria me sentir bem. Até eu ver essa foto, não estava pronta para fazer as mudanças no meu estilo de vida. Não sei realmente como, mas tinha medo que as pessoas fossem me julgar, e realmente não lido muito bem com a falha. O medo me segurava. Ver aquela foto me empurrou para a ação. Eu não queria passar os próximos 50 anos deprimida, suarenta e obesa. Também não queria morrer. Decidi dar cada passo que conseguisse na direção de melhorar minha saúde mental e física. Fiz um estoque de comidas saudáveis e me matriculei em uma academia. Fui religiosamente, todos os dias, e comi de acordo com as diretrizes nutricionais comuns (ou seja, a pirâmide alimentar). À medida que comecei a ver progresso (meu peso estava diminuindo de impressionantes 154kg), comecei a pesquisar como usar a nutrição como ferramenta para melhorar minha saúde. À medida que aprendi mais sobre os efeitos inflamatórios do trigo, e as propriedades viciantes do açúcar, descobri o livro do Robb Wolf e consequentemente o seu blog e o Primal Blueprint.

Eu fico entre paleo e primal, mas o que é de longe o mais importante para mim do que o nome de cada plano, é saber que estou comendo comida de verdade  que não foi destruída pelo processamento e a adição de químicos. A principal razão pela qual acho esse estilo de vida tão sustentável é porque ele é simples. Não há venda de suplementos ou shakes que substituem refeições - é tudo sobre comer comida limpa, da qual felizmente há um grande suprimento na Irlanda.

Após limpar minha dieta, finalmente comecei a ver progresso na superação da doença. Os tumores milagrosamente encolheram, minha depressão amainou, eu tinha mais energia e as coisas pareciam um pouco mais brilhantes.

Me juntei a uma fantástica academia, com treinadores e membros bacanas, e agora adoro treinamento de força. Sempre tive o apoio completo deles para treinar durante os ciclos de tratamento e continuar me esforçando para melhorar minha saúde. Devo muito aos meus treinadores pelo seu encorajamento a prosseguir.

Um ano atrás, nesta semana, fui diagnosticada com esclerose múltipla (que só recentemente aprendi que está fortemente ligada à febre glandular). Esse foi um golpe difícil de assimilar, mas segui em frente. Continuo treinando, firme no meu novo estilo de vida, e vou continuar firme. Vai ser preciso um dardo de tranquilizante realmente forte para me fazer parar de viver minha vida!

Continuo usando DMD para a esclerose e transfusões de plaquetas para a PTI, mas à medida que fico mais forte e saudável, espero que a nutrição seja meu principal remédio e que possa me afastar dos métodos tradicionais - apesar de ter ouvido de um neurologista que "nenhuma dieta da modinha iria me deixar fora de uma cadeira de rodas". Eu não estou bem certa de que a Dra. Terry Wahls (N.T.: médica americana, portadora de esclerose múltipla, que conseguiur reverter muitos dos sintomas da doença através de dieta paleo adaptada no "Protocolo Wahls") iria concordar com isso!

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Desde ter me tornado completamente primal 15 meses atrás, minha saúde é a melhor que foi em anos: crises de esclerose estão em no mínimo; meu cabelo finalmente voltou a crescer apesar de sérias queimaduras de radiação no couro cabeludo; eu salto da cama todo dia excitada sobre o que há guardado para mim; honestamente nunca olho no espelho e me sinto infeliz. Há coisas que eu gostaria de melhorar, mas elas virão com o treinamento.

Acabaram de completar-se 2 anos desde que decidi fazer uma mudança e perdi mais da metade do meu peso corporal, diminuí 8 números de roupa, treino realmente duro, levanto coisas pesadas (quem diria que levantar aquelas coisas pesadas não iria transformar garotas em homens!), como deliciosa comida de verdade, e tenho tanta energia!

Pela primeira vez na vida, me sinto saudável e feliz. A vida é fantástica, e eu atribuo completamente todas as experiências positivas que estou tendo à mudança de estilo de vida que fiz.

Estou a 4 dias de me tornar uma personal trainer certificada, e muito excitada acerca de ajudar as pessoas a descobrir o quão fantástico é se sentir feliz e saudável através da nutrição e do treinamento de força.

Descobrir o Primal Blueprint sem dúvida sauvou a minha vida e a mudou para melhor.

Obrigado, Mark!

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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