Estou na melhor forma e saúde de toda a minha vida

Traduzido por Hilton Sousa. O original está aqui.

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Vergonha e desgosto foram o que senti quando vi pela primeira vez a minha foto deplorável, abaixo. Eu sou surda, mãe de três garotos. Essa foto foi tirada em julho de 2009, cinco anos após o nascimento do meu filho mais novo. Eu estava me aproximando rapidamente dos 40. Não tive problemas de peso enquanto jovem, pois sempre fui muito ativa e praticava diversos esportes. Só quando fui para a faculdade é ganhei os famosos "7kg do calouro". Após o meu primeiro filho, consegui perder com sucesso o peso ganhado na gravidez. Entretanto, mais quilos foram se ajuntando nas duas outras gestações. Na foto de julho de 2009 eu estava com algo entre 84 e 89kg, e falando no assunto, eu tenho 1.72m. Eu apagava, jogava fora ou cortava a parte de baixo de cada foto de corpo inteiro que tiravam de mim. Meus instintos me disseram para guardar essa e agora sei o porque :-) Eu adoro receber os casos de sucessos do Primal Blueprint às sextas-feiras, e sempre me sinto inspirado por quem quer que tenha tido a coragem de compartilhar sua história. Quero compartilhar a minha, e ajudar outros a encontrar a magia em si mesmos.

BEFORE

Nunca fui muito adepta das "dietas sanfona". Vigilantes do Peso e Atkins foram os únicos programas que tentei. Eu perdia cerca de 4.5kg no máximo, mas o peso sempre voltava com o tempo. Foi quando eu decidi começar a correr pela primeira vez. Eu nunca tinha corrido em minha vida inteira, exceto quando isso era parte dos programas esportivos organizados. Precisei de duas tentativas para conseguir sair do sofá para um programa de 5km. Eu não conseguia seguir o cronograma do programa. Tinha que ir no meu próprio ritmo e isso significava ter que repetir algumas das semanas para permitir ao meu corpo acompanhar. Corri minha primeira maratona dois anos depois. Como você pode ver na foto abaixo, eu ainda não tinha perdido muito peso apear de correr praticamente todo dia. Eu estava sempre com fome e comia mais. Isso soa familiar ?

Bethmarathon


Fui diagnosticada com doença celíaca em 2005, após ficar mal com um episódio da doença durante a noite. Depois de duas semanas, minha saúde não estava melhorando. Eu não tinha tido nenhum sintoma óbvio anterior ao episódio e ninguém na minha família tinha doença celíaca, então nem preciso dizer que o diagnóstico foi um grande choque. Iniciei uma dieta livre de gluten imediatamente e segui à risca. Ao mesmo tempo, desenvolvi alergias sazonais que sempre me levavam a uma sinusite recorrente. Fadiga crônica e dor nas juntas fizeram casa no meu corpo.

Comecei a ter grandes ataques de ansiedade vindos do nada, e coloquei a culpa na aproximação da menopausa ainda que tivesse sido testada e dado negativo. Recebi uma prescrição de Xanax, mas nunca tomei. Nunca gostei de tomar remédios. Mantinha o vidro na bolsa e ficava olhando para ele para me acalmar, sempre que sentia um ataque se aproximando. Ao mesmo tempo, fui posta no programa de imunoterapia a alérgenos (injeções semanais) e meu corpo reagiu violentamente. Tive pensamentos suicidas e meus ataques de ansiedade pioraram. Saí do programa de imunoterapia após alguns meses e parei de tomar o remédio para alergia completamente. Decidi viver com o nariz entupido o ano inteiro. Também estava tendo dores estomacais e sensação de inchaço constante, apear de evitar religiosamente a contaminação por gluten. Fiz uma endoscopia e um escaneamento nuclear gastrointestinal revelou apenas gastrite. Todo o resto parecia saudável. Meu médico prescreveu Nexium para a dor estomacal. Joguei a receita fora quando cheguei em casa porque sabia que ele não tinha chegado à raiz do meu problema.

Não preciso dizer que eu estava frustrada com todos os meus problemas de saúde. Eles estavam aparecendo do nada. Para alguém que foi otimista a vida inteira, eu comecei a me perguntar "por que eu ?"

Foi através de um amigo que ouvi pela primeira vez falarem no estilo de vida paleo. Ele vivia me dizendo como o bacon faz bem e como seus problemas de saúde tinham se resolvido. Fiquei intrigada e fiz minha própria pesquisa. Eu ainda estava cética, mas decidi que não tinha nada a perder tentando. Removi cada tipo de comida processada; Diet Pepsi, açúcar e o resto do lixo livre de gluten da minha cozinha. Comia bacon toda manhã. Em questão de dias, minhas dores estomacais desapareceram completamente. Inchaço se foi. Meus níveis de energia foram às alturas. A maioria dos meus sintomas de alergia evaporaram. A dor articular desapareceu. A condição da minha pele melhorou muito, sem acne. Eu fiquei ESTARRECIDA! Quem diria que a comida era a culpada por todos aqueles problemas de saúde ?!? Cinco meses depois, decidi remover os laticínios da minha dieta por 30 dias. Para minha imensa surpresa, os sintomas remanescentes da alergia se foram. Ainda que o teste de intolerância a lactose tivesse dado negativo, eu agora sei que tenho algum tipo de intolerância alérgica a laticínios. Não como mais laticínios. Agora entendo a importância de remover certas comidas da dieta por um período de tempo, para ver como a falta delas afeta positivamente o seu corpo. O que eu amo a respeito da dieta paleo é que não há contagem de calorias. Não há truque de marketing. Não há necessidade de pagar por qualquer programa de dieta. A informação está toda na ponta dos seus dedos com a ajuda do Google.

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Depois de embarcar no estilo de vida paleo, eu corri quatro maratonas em cinco meses. Três deles eram parte do desafio 3N3 do Alabama (3 maratonas em 3 meses). A energia que ganhei do estilo de vida paleo tornou isso possível sem lesões ou fadiga. Então, no último mês de março, um "ops" aconteceu. Quebrei o meu pé durante uma trilha nas montanhas. Tive que colocar as minhas corridas de lado. A inquietação foi toamndo conta de mim. Tinha que achar outro exercício de escape. Isso me levou a descobrir a Bikram Yoga. Eu não podia correr com meu pé machucado, mas não tinha problema em ficar poiada nele. Me tornei viciada em ioga e agora pratico seis vezes por semana. Aquele pé quebrado foi uma bênção disfarçada, na verdade. Vim a compreender que corridas de resistência e longas distâncias não são o melhor para o meu corpo; colocando muito stress e aumentando meu nível de cortisol. Voltei a correr, mas não é mais tão frequente como costumava ser. Posso até fazer uma maratona por ano. Agora prefiro fazer Namastê.

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Após 11 meses, perdi um total de 16kg. Adoraria perder os últimos 4.5kg para voltar ao peso que tinha na faculdade. Estou eufórica por alcançar a melhor saúde e forma física da minha vida inteira. Me tornei tão apaixonada com o estilo de vida paleo que com a ajuda do amigo que me apresentou, criei um grupo no Facebook, “DeafPaleo” para ajudar e inspirar outros na comunidade de surdos. Eu quero desesperadamente que eles se conscientizem do poder de cura de uma nutrição e exercício apropriados, e que diminuam a dependência da indústria farmacêutica vida afora. Atualmente temos 612 membros e continua acrescer. Como ainda estou aprendendo sobre paleo, nem sempre tenho as respostas imediatamente quando me pergunam. Estou sempre me perguntando, "O que o Mark tem a dizer a respeito disso?", e então me volto para seu website buscando respostas. Obrigado por estar aqui, Mark.

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Beth

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3 comentários

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16 de outubro de 2013 21:24 ×

Que história linda e inspiradora!

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17 de outubro de 2013 13:38 ×

Parabéns! Torço pela sua chegada ao ''peso ideal''. Você ficou muito bonita! Namastê

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André Luis
admin
17 de outubro de 2013 21:40 ×

Obrigado Mark! Obrigado Hilton!

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Sobre o autor

Mineiro de Teófilo Otoni, morador de Belo Horizonte. Gosto muito de comer, e depois de alguns anos chafurdando na comilança de bobagens, decidi tomar tento e passar a comer comida de verdade. Descobri o modo de alimentação paleo/LCHF em meados de 2010, mas só comecei a por em prática em fevereiro/2013.

Hoje, sou mais feliz - e os exames de laboratório estão TODOS melhores :-D

Acompanhe minha trajetória em fotos aqui.

Aviso!

Este blog é composto por minhas opiniões pessoais, baseadas em auto-experimentação com dieta paleo, e também por artigos traduzidos - estes produzidos por estudiosos do assunto. As opiniões expressas aqui, minhas ou de outros autores, não podem substituir as de seu médico. O que funciona bem para mim, pode não funcionar para outras pessoas. Se você escolher seguir alguma das opiniões aqui publicadas, faça-o com o conhecimento do seu médico!

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